SAF do Botafogo inicia abertura de 'caixa preta' de Textor com cautela contra vazamento para novos compradores

 

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A SAF do Botafogo iniciou esta semana a apresentação de documentos relacionados às operações de John Textor, conforme pedido à Justiça feito pelo clube associativo, mas o processo gerou certo desconforto ao indicar possível vazamento de informações para novos investidores. Além da GDA Luma Capital, que já adiantou empréstimo de 25 milhões de dólares, há mais dois interessados.

Até o momento, parte do material solicitado foi disponibilizado pela SAF. O clube associativo cobrou mais transparência, mas a empresa tem evitado compartilhar documentos considerados sensíveis. A leitura interna é de que Textor tenta preservar o controle de informações da operação.

Os dirigentes da SAF suspeitaram que parte dos documentos tem perfil de diligência, o que é típico de processos voltados a potenciais investidores. O banco BTG, que possui mandato para buscar novos aportes, estaria à frente desse movimento, o que levantou suspeitas de que as informações já estariam sendo usadas para atrair outros interessados na compra do Botafogo.

Entre os possíveis investidores, a GDA Luma Capital é vista como a opção mais estruturada e poderia se tornar parceira de Textor no Botafogo, desde que respeite os termos atuais — sem aumento de participação de cotas das ações — e contribua para reequilibrar acordos, tanto o de acionistas com o clube social como as pendências com a credora da Eagle Footebal Holding, a Ares.