Sabesp amplia para R$ 5 mil auxílio para afetados pela explosão em comunidade no Jaguaré, em São Paulo
Um dia após a explosão em uma comunidade no Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, representantes do governo estadual, da Comgás e da Sabesp estiveram no local para prestar esclarecimentos aos moradores atingidos. A companhia de saneamento, responsável pela obra na qual a explosão ocorreu, anunciou o aumento do auxílio para as famílias afetadas, de R$ 2 mil para R$ 5 mil.
Samanta Souza, diretora de relações institucionais da Sabesp, afirmou que ao menos 194 famílias serão contempladas com auxílio emergencial. O cadastramento das famílias ainda está sendo concluído.
O diretor institucional e regulatório da Comgás, Bruno Dalcomo, afirmou que cada caso será analisado individualmente para definir as necessidades de moradia e apoio às famílias atingidas.
— A solução precisa ser individualizada, e nós estamos buscando alternativas de uma moradia ou permanente ou pelo menos que não seja exclusivamente em um hotel. Essas pessoas foram afetadas, e precisam ser cuidadas de uma maneira que elas fiquem seguras e confortáveis — disse durante coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (12).
Com as residências afetadas ou interditadas pela Defesa Civil, 160 pessoas deixaram suas casas. Os moradores tiveram de passar a noite em um hotel em Osasco, custeado pela Sabesp, ou na casa de familiares.
Causa é investigada
Sem apresentar ainda uma conclusão definitiva sobre as causas do acidente, as autoridades prometeram reforçar a assistência humanitária às famílias afetadas. O acidente deixou um morto, três feridos e mais de uma centena de desalojados. Ao menos dez imóveis ficaram completamente destruídos e outras 36 residências foram interditadas, por possíveis danos na estrutura dos imóveis.
Segundo o tenente Maxwell Souza, da Defesa Civil, ainda não há prazo para a conclusão do laudo técnico da explosão nem para o retorno dos moradores às residências. Ele afirmou, porém, que algumas casas deverão ser demolidas devido aos danos estruturais e que, gradativamente, algumas residências podem ser liberadas. A vistoria engloba uma área de 2 mil metros quadrados e a Polícia Técnico-Científica está fazendo uma topografia da área para identificar todos os dutos de água e gás na região, a fim de descobrir as causas da explosão.
— Nesta primeira interdição, nós interditamos 46 imóveis. Significa que todos estão afetados? Não. Agora a vistoria vai apontar isso. A primeira interdição é mais ampla, e aí depois a gente vai entendendo a dimensão e extensão dos danos e vamos liberar para que as pessoas possam voltar para suas casas — explicou.
Neste momento, os imóveis estão sendo identificados com placas coloridas, que vão definir se eles poderão ou não voltar a ser ocupados pelos moradores. As residências identificadas com a cor verde serão totalmente liberadas para seus residentes, enquanto aquelas classificadas na cor amarelo só serão abertas para que os moradores peguem seus pertences. Se a casa ganhar a identificação com a placa laranja, os moradores só poderão entrar para pegar os pertences acompanhados de técnicos da Defesa Civil, e as residências identificadas em vermelho estão totalmente interditadas.
