Às vésperas da eleição no Brasil, governo Trump anuncia viagem de autoridades para América do Sul

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Fonte da notícia: CBN CBN

Duas autoridades do Departamento de Estado do governo dos Estados Unidos irão viajar para Paraguai e Argentina às vésperas da realização do segundo turno das eleições no Brasil, que acontecerá no próximo dia 25. O vice-secretário de Estado, Christopher Landau, e o chefe do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, órgão que atua na relação com os países da região, entre eles o Brasil, Juan Pablo Segura, vão visitar os dois países entre os dias 19 e 26 de outubro. Landau foi uma das vozes mais ativas do governo americano nas sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes pela Lei Magnistisky. Ele, inclusive, chegou a pedir para o governo Lula 'controlar' Moraes. Nomeado em agosto deste ano para o cargo, Segura também já realizou diversas críticas a decisões da Justiça brasileira contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, dizendo que havia perseguição política no Brasil. Segundo agenda oficial, no Paraguai, eles discutirão questões de investimentos e se reunião com funcionários do governo para manter a relação econômica e cooperação regional. Já na Argentina, vão se reunir com líderes do setor privado e 'discutirão maneiras de impulsionar o crescimento econômico, aumentar o investimento americano e fortalecer a cooperação em segurança'. Governo Trump diz que brasileiros tem direito a eleição 'justa', mas não responde se vai reconhecer resultado Eleitores podem anular ou votar em branco Fernando Frazão/Agência Brasil Em resposta aos questionamentos de cerca de 30 parlamentares democratas e do senador independente Bernie Sanders, o governo Trump respondeu defendeu um 'processo eleitoral livre e justo' nas eleições brasileiras. Apesar disso, o Departamento de Estado americano não respondeu a pergunta dos congressistas se o governo americano iria reconhecer o resultado das eleições. A carta foi direcionada para o secretário de Estado, Marco Rubio, porém não foi respondida diretamente por ele, e sim por Katherine Bowles, sub-secretária para Assuntos Legislativos do Departamento de Estado. 'Os Estados Unidos apoiam o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo. Continuaremos a dialogar com o povo brasileiro, o setor privado e o governo eleito para promover a segurança, o comércio recíproco, os investimentos e a prosperidade em ambos os países', diz a resposta. Também é dito pelo governo Trump que mantém diálogo com governos e a sociedade de 'todo o Hemisfério Ocidental sobre governança democrática, independência do poder judiciário e integridade eleitoral'. A resposta foi divulgada nessa quinta-feira (15) após o questionamento inicial pela carta dos 30 parlamentares em 24 de setembro, próximo ao primeiro turno. Eles faziam dois questionamentos finais, sendo o principal era pedindo uma resposta clara se a administração Trump iria aceitar o resultado do processo eleitoral brasileiro. Presidentes Donald Trump e Lula em encontro na Casa Branca, em maio de 2026 Divulgação/Lula A resposta do Departamento de Estado também abordou outros temas, como a Lei Magnistky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. Segundo o texto, o governo americano destacou que a ação tinha como base evidências de violações de direitos humanos. Eles também reforçam que Moraes teria abusado da 'sua posição ao autorizar prisões preventivas injustas e minar a liberdade de expressão'. Bowles escreve que ele fez uma ação direcionada politicamente para 'silenciar críticos políticos' e também 'banir contas de indivíduos por publicarem manifestações protegidas'. Apesar disso, o ministro e sua esposa foram retirados da lista de sanções em dezembro do último ano, após reunião entre Lula e Trump. O texto do governo Trump também abordou a decisão de colocar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas, dizendo que os grupos são violentos e que suas redes de crime atingem diretamente os EUA. 'Essa designação se baseou na ameaça que tais organizações representam para a segurança dos Estados Unidos e da região'. Além dessa carta, senadores democratas mandaram uma outra alguns dias depois questionando pontos similares para o governo americano, entre eles comentando sobre se o resultado das eleições será aceitado e buscando compreender as pressões americanas nas eleições brasileiras.

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