A S&P Global elevou, na terça-feira (1º), o “rating” nacional de crédito da Brava Energia de “brAA-” para “brAA”, para refletir principalmente a redução de alavancagem financeira registrada pela petrolífera e a expectativa de que esse processo tenha continuidade.
A perspectiva para a nota foi revisada de estável para positiva.
A agência de classificação de risco destaca que a Brava Energia tem mostrado desalavancagem contínua e métricas de crédito mais fortes em 2026, em meio à valorização do petróleo motivada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.
Com o patamar mais elevado de preço e o aumento da produção esperado a partir do ano que vem, a S&P Global projeta que o índice da dívida líquida sobre o Ebitda alcance 1,1 vez em 2027, ante 3,6 vez em 2025.
Neste ano, a métrica deve ficar em 2,2 vez, segundo calcula a instituição.
“Em 2027, apesar de esperarmos menores preços do petróleo, de cerca de US$ 80 por barril, com o arrefecimento da guerra, projetamos um aumento na produção para acima de 113 mil boe [barril de óleo equivalente] por dia como resultado da entrada em plena operação de quatro novos poços em Papa-Terra e Atlanta”, diz a S&P.
A perspectiva positiva atribuída à nota da Brava reflete, sobretudo, a visão de que a companhia pode colher frutos de ser controlada pela Ecopetrol, em especial no que diz respeito à capacidade de investir sem aumentar a alavancagem.
A empresa colombiana assumiu o controle da petrolífera brasileira no mês passado, com 51% do total de ações, após a liquidação da oferta pública para a aquisição de papéis (OPA).
Anteriormente, havia ampliado a participação na Brava por meio de uma aquisição de papéis junto a um bloco de acionistas.
Reprodução/Brava Energia
