Árvore que caiu no Ibirapuera havia sido monitorada, mas raiz pode ter sido afetada por ciclone ocorrido em dezembro
A árvore que caiu no Parque Ibirapuera no último dia 2 e deixou uma mulher com cortes profundos na cabeça havia sido avaliada pela concessionária Urbia em 2023, mas a raiz pode ter ficado mais frágil após o ciclone extratropical que atingiu São Paulo em 10 de dezembro. É o que indica um relatório preliminar feito pela concessionária.
De tomografia a inteligência artificial: tecnologia ajuda a prevenir quedas de árvores, ‘culpadas’ por apagões em SP
Segundo a avaliação, a hipótese técnica é de que o evento climático tenha “alterado as condições estruturais do sistema radicular” da árvore, que até 2023, quando foi avaliada, era considerada saudável.
Segundo a Urbia, todas as árvores do parque passaram por um sistema de monitoramento, que inclui exames por tomografia e penetrógrafo, que avalia a resistência da árvore a partir da penetração de uma broca — se a broca entrar com muita facilidade, a madeira pode estar deteriorada ou até mesmo oca. No caso da árvore que caiu, os exames mostraram que ela não tinha “comprometimento estrutural, apontando a existência de raízes em quantidade suficiente para sustentação do peso da árvore”.
“Durante todo o período de acompanhamento, a árvore não apresentou sinais de declínio estrutural, como aumento de inclinação, perda de vigor, presença de galhos secos ou sintomas de instabilidade. Ao contrário, o indivíduo apresentou florada intensa e saudável em 2025, reforçando sua condição de vitalidade até então”, acrescentou a concessionária.
O que pode ter ocorrido, mostra a avaliação preliminar feita após a queda, é uma possível fragilização após o ciclone extratropical do início do mês passado, que causou ventos de quase 100 quilômetros por hora, derrubou árvores, semáforos e telhados em diversas áreas da Região Metropolitana de São Paulo e deixou milhares sem luz por dias.
A árvore caiu na tarde da última sexta-feira (2), e três pessoas ficaram feridas, duas com ferimentos leves e uma mulher, que atua como vendedora no parque, teve um ferimento profundo na cabeça e fraturou a clavícula. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e foi levada ao Hospital São Paulo.
