Russo preso por estuprar a própria mãe evita julgamento se alistando no Exército para lutar na Ucrânia

 

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Um homem que havia sido preso em Krasnoyarsk (Sibéria, Rússia) acusado de ter estuprado a própria mãe evitou ir a julgamento ao se alistar no Exército da Rússia para lutar na Ucrânia, na guerra que está completando quatro anos.

Pelo acordo, Konstantin A., como o novo combatente foi identificado, não enfrentará processos judiciais nem terá antecedentes criminais.

O russo havia sido preso em janeiro. A vítima tem 64 anos.

"Ela foi levada ao hospital com ferimentos após a agressão e o abuso cometidos por seu filho", diz reportagem no "Daily Star" citando a publicação independente Astra Press.

"Após sua detenção, policiais supostamente ofereceram a Konstantin a oportunidade de assinar um contrato e ir para a guerra na Ucrânia para evitar punição criminal", continuou.

Konstantin assinou um acordo por escrito para lutar por Vladimir Putin e escapar da Justiça, informou o veículo, tendo como fontes um parente e um representante legal do russo.

O russo já havia cumprido 13 anos de prisão pelo assassinato de uma mulher.

Desde o início da guerra na ex-república soviética, em fevereiro de 2022, o Exército da Rússia tem oferecido anistia a presos em troca do alistamento deles para envio ao front na Ucrânia. A iniciativa foi lançada pelo chefe mercenário Yevgeny Prigozhin, do Grupo Wagner, e posteriormente acabou absorvida pelo Ministério da Defesa da Rússia.

Além disso, nos últimos meses, o Kremlin vem intensificando a campanha para atrair novos combatentes "voluntários", oferecendo altos pagamentos, benefícios legais, isenções fiscais, perdão de dívidas e promessas de cidadania. Ao assinar contrato militar, trabalhadores russos com renda baixa veem a chance de receberem salários mais elevados. Já os detentos vislumbram a possibilidade de deixar o sistema prisional. Imigrantes em busca de melhores condições de vida, por sua vez, encontram um caminho facilitado à cidadania russa. Além disso, autoridades regionais têm concedido bônus de recrutamento que podem chegar a dezenas de milhares de dólares em alguns casos.