Rússia testa robô armado que dispara morteiros sozinho, sem intervenção humana; vídeo
A Rússia apresentou, nesta segunda-feira (6), um novo sistema robótico terrestre armado com morteiro capaz de operar de forma totalmente automatizada, sem a necessidade de soldados no campo de batalha. Chamado de Kurier, o equipamento foi testado recentemente com munições reais e pode ser empregado no conflito contra a Ucrânia.
Imagens divulgadas mostram o veículo sobre esteiras girando sua torre em um terreno coberto de neve antes de disparar sucessivas granadas de 82 mm. Após cada disparo, um braço mecânico realiza a recarga automática em cerca de cinco segundos, mantendo um ciclo contínuo de fogo sem intervenção humana.
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Automação no campo de batalha
O módulo de morteiro utilizado, identificado como Bagulnik-82, ainda não havia sido apresentado oficialmente. Analistas avaliam que o sistema pode ter como base o morteiro leve russo 2B24, mas com adaptações voltadas à automação total, um indicativo de que o conflito avança para um cenário com maior protagonismo de sistemas não tripulados.
A expectativa é que o equipamento possa ser operado remotamente e, eventualmente, enviado para uso em combate. O desenvolvimento ocorre em meio à intensificação da guerra, que já dura mais de quatro anos desde a invasão russa ao território ucraniano.
Paralelamente, ataques recentes ampliam a pressão sobre civis e infraestrutura. Na cidade portuária de Odessa, bombardeios russos mataram duas mulheres e uma criança, além de deixarem feridos, segundo autoridades locais e o presidente Volodymyr Zelensky.
Em resposta, drones ucranianos têm atingido alvos estratégicos dentro da Rússia, incluindo instalações petrolíferas e portos no Mar Negro. Moscou afirma ter interceptado dezenas de aeronaves não tripuladas em ataques recentes.
Os confrontos também afetam a infraestrutura energética. Regiões ucranianas sofreram danos significativos na rede elétrica, deixando centenas de milhares de residências sem energia. Ao mesmo tempo, Kiev alerta para a necessidade urgente de reforço em sistemas de defesa aérea diante do aumento dos ataques russos.
A escalada tecnológica, com o uso crescente de drones e agora sistemas robóticos armados, sinaliza uma nova fase do conflito, marcada pela redução da presença humana direta na linha de frente e pela ampliação do uso de armas automatizadas.
