Rússia relata ataques online ao sistema eleitoral no segundo dia de votação parlamentar

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Fonte da notícia: Valor Valor

Autoridades russas relataram ataques a sistemas de votação e linhas de comunicação em todo o país neste sábado, segundo dia das eleições parlamentares de 18 a 20 de setembro, que Moscou considera um teste de apoio público à guerra na Ucrânia.

A eleição para a Duma Estatal, a primeira desde que a Rússia iniciou sua guerra em grande escala em fevereiro de 2022, deverá confirmar a posição dominante do partido governista Rússia Unida, pró-Putin, no sistema político russo, que é rigidamente controlado.

A maioria dos candidatos pacifistas foi excluída das urnas antes mesmo do início da votação nos 11 fusos horários da Rússia, depois que a Suprema Corte decidiu, no mês passado, que o partido liberal Yabloko — que defende um cessar-fogo na Ucrânia — havia violado as regras eleitorais, algo que o partido negou.

Alguns candidatos do Yabloko, no entanto, ainda estão concorrendo em distritos uninominais, que representam metade das 450 cadeiras na câmara baixa do parlamento. Tradicionalmente, o partido tem obtido índices de aprovação de um dígito.

No sábado, as autoridades disseram que o sistema de votação online em Moscou havia sido alvo de um forte ataque durante a noite, mas afirmaram que a situação estava sob controle. Os ataques continuavam, segundo declarações da presidente da Comissão Eleitoral Central (CEC), Ella Pamfilova, citadas pela mídia estatal, mas todos estavam sendo repelidos com sucesso.

O Ministério da Informação e Comunicação da Rússia afirmou ter registrado uma tentativa de sabotagem nas linhas de comunicação no Extremo Oriente do país, mas que o ataque foi frustrado e todas as comunicações foram restabelecidas, informou a mídia estatal.

O presidente Vladimir Putin acusou anteriormente a Ucrânia de tentar interferir na votação, sem apresentar provas.

A participação eleitoral em todo o país, às 14h, horário local de sábado (11h GMT), era de 32,58%, de acordo com dados da Comissão Eleitoral Central (CEC) citados pela mídia estatal.

Na região separatista pró-Rússia da Transnístria, na Moldávia, a eleição desencadeou uma disputa diplomática com Chisinau devido às objeções desta ao plano do Kremlin de abrir 15 seções eleitorais para cidadãos russos na região.

Moscou afirma que os 220 mil habitantes da Transnístria, uma faixa de terra que se separou da Moldávia em 1990, com o fim do domínio soviético, possuem passaportes russos e têm direito a voto.

A participação eleitoral em todo o país, às 14h, horário local de sábado (11h GMT), era de 32,58%, de acordo com dados da Comissão Eleitoral Central (CEC) citados pela mídia estatal Ramil Sitdikov/Reuters

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