Rússia não exibirá equipamentos militares em desfile do Dia da Vitória na Segunda Guerra por 'situação operacional'; entenda
A Rússia não exibirá equipamentos militares no desfile que comemora o 81º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, anunciou o Ministério da Defesa nesta terça-feira. O evento de 9 de maio na Praça Vermelha, em Moscou, costuma ser marcado por grandes demonstrações de poderio militar.
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No entanto, diversas escolas militares, corpos de cadetes, "assim como a coluna de equipamentos militares, não participarão do desfile militar deste ano devido à atual situação operacional", afirmou o ministério nesta terça-feira no Telegram.
Mesmo assim, o desfile contará com representantes de todos os ramos das Forças Armadas, além de vídeos de soldados "executando tarefas na área da operação militar especial", uma referência à guerra na Ucrânia, acrescentou. Também está prevista uma apresentação de acrobacias aéreas.
“Durante o segmento de aviação do desfile, aeronaves de equipes de demonstração acrobática russas sobrevoarão a Praça Vermelha e, ao final do desfile, pilotos de aviões de ataque ao solo Su-25 colorirão o céu de Moscou com as cores da bandeira da Federação Russa”, declarou o ministério.
No ano passado, mais de 20 líderes mundiais, incluindo o presidente chinês Xi Jinping, estiveram em Moscou para assistir à passagem de milhares de soldados, alguns dos quais lutaram na Ucrânia, e a uma demonstração de armamentos, incluindo novos tanques e drones.
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A Segunda Guerra Mundial, conhecida na Rússia como a Grande Guerra Patriótica, é central para a narrativa histórica do presidente Vladimir Putin. O líder, um ex-espião da KGB, invocou a vitória contra os nazistas para justificar sua ofensiva contra a Ucrânia, rotulando as autoridades de Kiev como “neonazistas” que devem ser removidas do poder.
A Ucrânia e o Ocidente rejeitam essa narrativa como propaganda e condenam a campanha russa na Ucrânia como uma apropriação ilegal de território que resultou na morte de milhares de civis. A guerra na Ucrânia, iniciada por Moscou em fevereiro de 2022, mobilizou vastos recursos e custou centenas de milhares de vidas. Os esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito permanecem estagnados.
