Rússia lança ofensiva massiva contra a Ucrânia e deixa ao menos 22 mortos; ataque está entre os maiores dos últimos meses

Rússia lança ofensiva massiva contra a Ucrânia e deixa ao menos 22 mortos; ataque está entre os maiores dos últimos meses

Fonte: Bandeira



A Rússia atacou a Ucrânia na madrugada desta terça-feira com centenas de drones e dezenas de mísseis, em uma das maiores ofensivas dos últimos meses, deixando ao menos 22 mortos e mais de 100 feridos em várias regiões do país, segundo informações da rede BBC e da CNN. De acordo com as autoridades ucranianas, seis pessoas morreram na capital, Kiev, após uma noite marcada por fortes explosões, incêndios e danos a edifícios residenciais, instalações médicas e outras infraestruturas civis. Em Dnipro, no centro do país, as autoridades locais informaram que ao menos 16 pessoas morreram, incluindo duas crianças e um oficial dos bombeiros que estava em serviço, após um prédio residencial ser parcialmente destruído. Equipes de resgate continuavam trabalhando entre os escombros nesta terça-feira.

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A Rússia lançou 656 drones e 73 mísseis balísticos de diferentes tipos, incluindo oito mísseis hipersônicos Tsirkon, de acordo com a Força Aérea da Ucrânia. Do total, 602 aeronaves não tripuladas e 40 projéteis — mais difíceis de interceptar — foram derrubados.

Somente na capital, mais de 41 mil moradores buscaram abrigo em estações subterrâneas, o maior número registrado durante um alerta aéreo noturno nos últimos anos, segundo as autoridades do metrô, refletindo a magnitude da campanha de bombardeios.

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Moscou iniciou em fevereiro de 2022 uma ofensiva em larga escala contra a Ucrânia, com bombardeios diários contra várias cidades, o que levou Kiev a intensificar as ações de retaliação.

Desde o fim de semana, as autoridades ucranianas advertiam sobre a possibilidade de um grande ataque da Rússia. Na noite de segunda-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, alertou que Moscou preparava um "ataque massivo" e pediu que a população prestasse atenção aos alertas de bombardeio aéreo.

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O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiga, afirmou que os ataques demonstram que o presidente russo, Vladimir Putin, "está ficando sem opções militares" em sua invasão.

"Putin é um criminoso de guerra e um perdedor que não tem mais cartas além do terror. Moscou está perdendo no campo de batalha. Nenhuma quantidade de mísseis pode mudar isso", escreveu nas redes sociais.

Zelensky pede munições

O Exército da Rússia anunciou um "ataque em larga escala" contra instalações do complexo militar-industrial da Ucrânia, no qual foram utilizadas "armas de alta precisão", como projéteis hipersônicos.

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O ataque, uma "resposta aos atos terroristas do regime de Kiev", atingiu, durante a noite, alvos na capital ucraniana, assim como em Zaporizhzhia (sul), Kharkiv (leste) e Dnipropetrovsk (centro-leste), afirmou o Ministério da Defesa russo em um comunicado.

Moscou responsabiliza Kiev por um ataque a um alojamento estudantil em Starobilsk, na região ocupada de Luhansk, que matou 21 pessoas no fim de maio.

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Também foram atingidas instalações de energia e de transporte vinculadas ao Exército ucraniano em outras regiões, segundo a mesma fonte.

— Essa prática continuará — disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. Segundo ele, os bombardeios fazem parte dos "ataques sistemáticos" prometidos por Moscou e têm como alvo a infraestrutura militar ucraniana.

Embora as forças ucranianas tenham conseguido derrubar a maioria dos drones lançados, só conseguiram interceptar 40 dos 73 mísseis disparados pela Rússia.

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A situação levou o presidente ucraniano a pedir o desenvolvimento de sistemas de defesa aérea europeus e a solicitar mais ajuda dos Estados Unidos. Segundo Zelensky, a Ucrânia enfrenta escassez de mísseis Patriot, considerados fundamentais para interceptar mísseis balísticos inimigos de alta velocidade.

"A ajuda dos EUA no fornecimento de mísseis para os sistemas é absolutamente necessária", escreveu no X.

Correspondentes da AFP observaram explosões e grandes colunas de fumaça em Kiev durante o amanhecer. Ao menos uma parte da cidade ficou sem energia elétrica após o bombardeio.

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Seis pessoas morreram na capital, segundo um balanço atualizado, afirmou o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, no Telegram. Ele também informou um balanço de 66 feridos.

No leste, na cidade industrial de Dnipro, o governo local informou que 16 pessoas morreram, incluindo duas crianças e um subchefe dos bombeiros, o major Anton Yarmolenko, que estava de plantão no momento do ataque, e outras 37 ficaram feridas.

Uma maternidade com recém-nascidos e mulheres em trabalho de parto também foi atingida em Odessa, no sul do país, informaram as autoridades, que não relataram vítimas no centro de saúde.

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Em Kharkiv, no nordeste do país, instalações de energia e infraestrutura civil também foram atingidas. Pelo menos dez pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança, segundo autoridades locais.

Ataques mais intensos

Do lado russo, um civil morreu na segunda-feira na região de Kursk, perto da fronteira, em um ataque com drones ucranianos, informou o governador Aleksandr Khinchtein.

Um incêndio foi registrado na refinaria de Ilski, na região de Krasnodar, sul da Rússia, após um ataque com as aeronaves não tripuladas, segundo o quartel-general operacional da região.

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Zelensky declarou na sexta-feira que Moscou preparava "um novo ataque em larga escala" contra a Ucrânia, enquanto a Rússia pediu aos diplomatas estrangeiros que abandonassem Kiev.

Em maio, a Rússia lançou 211 mísseis contra a Ucrânia, um dos números mais elevados desde o início do conflito. Um deles foi um projétil de alcance intermediário Oreshnik, capaz de transportar ogivas nucleares, utilizado pela terceira vez na guerra.

A Rússia também lançou 8.150 drones de longo alcance contra a Ucrânia em maio, 24% a mais do que em abril, segundo uma compilação dos dados publicados diariamente analisados pela AFP.

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O número recorde de ataques com drones de longo alcance contra a Ucrânia foi registrado apesar de uma trégua de três dias a partir de 9 de maio, que alimentou brevemente a esperança de uma retomada das negociações para tentar acabar com a guerra.

Moscou e Kiev trocaram acusações sobre violações do cessar-fogo anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, que tenta atuar como mediador entre as partes, sem sucesso até o momento.

A Ucrânia classificou as ameaças russas de novos bombardeios como "chantagem descarada" e voltou a pedir que seus aliados aumentem a pressão sobre Moscou.

(Com AFP)