A Rússia lançou uma intensa onda de mísseis balísticos e drones entre a noite desta sexta (31), e sábado (1º), matando pelo menos 9 pessoas e ferindo 30 civis na capital ucraniana, Kiev, segundo autoridades.
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Os ataques ocorrem após uma grande ofensiva russa, dois dias antes, que matou pelo menos 10 pessoas e feriu mais de 50 em toda a Ucrânia, num momento em que Moscou aparentemente busca tirar proveito da escassez crítica, em Kiev, de sistemas de defesa antimísseis fornecidos pelo Ocidente.
O ciclo incessante de ataques reduz as perspectivas de uma solução diplomática para a invasão do país vizinho pela Rússia, que já dura mais de quatro anos.
O Ministério da Defesa da Rússia informou hoje que havia realizado um "ataque em massa" contra "instalações do complexo militar-industrial ucraniano e centros logísticos em Kiev".
Um prédio residencial de cinco andares no distrito de Solomianskyi foi danificado pela queda de destroços, e um incêndio teve início no local.
Equipes de resgate evacuaram 35 pessoas dos andares superiores; duas pessoas morreram e oito ficaram feridas, incluindo duas crianças, segundo o Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia.
No distrito de Darnytskyi, em Kiev, 7 pessoas morreram e outras 14 ficaram feridas após o ataque provocar incêndios e danos a casas, veículos e a um edifício administrativo e não residencial, informaram os serviços de emergência.
Em outro ponto, equipes de emergência extinguiram um incêndio em um edifício não residencial no distrito de Shevchenkivskyi, na capital.
Foram registrados danos a edifícios comerciais e residenciais em outros dois distritos da cidade.
O presidente Volodymyr Zelensky tem pressionado os Estados Unidos e outros parceiros ocidentais quanto à necessidade de a Ucrânia obter mais sistemas de defesa antimísseis balísticos Patriot para combater os ataques com mísseis da Rússia.
"Cada lote de interceptadores de mísseis balísticos salva vidas do nosso povo.
E cada noite sem eles resulta em mais baixas", escreveu o presidente na rede social X após os ataques mais recentes.
Fonte: Associated Press.
