Rússia afirma que Trump quebrou todas as promessas feitas à Putin na cúpula do Alasca
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, acusou os Estados Unidos nesta segunda-feira (9) de e não cumprirem seus compromissos de cooperação com Moscou na cúpula do Alasca em agosto passado.
Segundo ele, isso não ocorreu porque o governo americano quer 'dominação econômica'. A afirmação foi feita em entrevista à emissora BRICS.
Lavrov afirmou que, durante a reunião, o presidente russo, Vladimir Putin, 'aceitou as propostas de Washington' para resolver o conflito na Ucrânia e, assim, abrir caminho para uma 'cooperação abrangente, ampla e mutuamente benéfica' entre a Rússia e os Estados Unidos.
'Mas, na prática, novas sanções estão sendo impostas, ataques a petroleiros em águas internacionais estão sendo realizados, e a Índia e outros parceiros (da Rússia) estão sendo desencorajados a comprar energia russa barata, enquanto a Europa há muito proíbe tais compras e é obrigada a comprar gás natural liquefeito americano a preços significativamente mais altos', disse.
'Portanto, na esfera econômica, os Estados Unidos declararam, na verdade, o objetivo da dominação econômica', concluiu
Rússia defende envolvimento de França e Reino Unido em novo acordo nuclear com os EUA
Presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Sergey Bobylev / POOL / AFP
Enquanto os Estados Unidos defendem que um novo acordo nuclear precisa envolver a China, a Rússia afirma que um novo tratado de não proliferação nuclear devem também envolver a França e a Grã-Bretanha.
O embaixador russo, Gennady Gatilov, defendeu isso em seu discurso na Conferência sobre Desarmamento em Genebra, na ONU.
'A Rússia, em princípio, participaria desse processo se o Reino Unido e a França, aliados militares dos EUA na OTAN, que se declarou uma aliança nuclear, também participassem', explicou.
Os Estados Unidos voltaram a defender nesta sexta-feira (6), agora através do secretário de Estado, Marco Rubio, que as negociações sobre um novo tratado de controle de armas nucleares precisam ser multilaterais e com a presença da China.
Em um comunicado oficial divulgado, Rubio diz que Trump 'foi claro, consistente e inequívoco ao afirmar que o futuro controle de armas deve abordar não apenas um, mas ambos os arsenais nucleares de países concorrentes'.
O secretário apresenta nesta sexta em Genebra, na Suíça, na ONU, o apelo para negociações 'multilaterais', que envolvam os diversos países que possuem ou produzem armas nucleares para manter uma 'estabilidade estratégica'.
Rubio defende que, em primeiro lugar, o controle das armas nucleares não pode ser uma questão mais bilateral entre EUA e Rússia.
'Como o Presidente deixou claro, outros países têm a responsabilidade de ajudar a garantir a estabilidade estratégica, e nenhum mais do que a China'.
Afirma que os EUA não aceitarão serem prejudicados e nem ignorarão potenciais descumprimentos de futuro acordo. Por fim, defende uma negociação a partir da posição da força.
'A Rússia e a China não devem esperar que os Estados Unidos fiquem de braços cruzados enquanto elas se esquivam de suas obrigações e expandem seus arsenais nucleares. Manteremos uma dissuasão nuclear robusta, crível e modernizada. Mas faremos isso enquanto buscamos todos os meios para atender ao desejo genuíno do Presidente por um mundo com menos dessas armas terríveis', continua o texto.
Os Estados Unidos e a Rússia anunciaram nesta quinta-feira (5) que concordaram em restabelecer o diálogo militar de alto nível. A definição aconteceu após participação de membros do governo russo e americano em reuniões de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, sobre a guerra na Ucrânia.
A informação foi confirmada pelo Comando Europeu dos Estados Unidos, que faz parte das Forças Armadas americanas, em um comunicado.
O acordo foi alcançado após conversas entre o General Alexus Grynkewich, Comandante do Comando Europeu dos EUA e altos funcionários militares russos e ucranianos, segundo o comunicado.
O canal 'proporcionará um contato militar constante enquanto as partes continuam a trabalhar em prol de uma paz duradoura', diz o texto.
'Manter o diálogo entre as forças armadas é um fator importante para a estabilidade e a paz globais, que só podem ser alcançadas pela força, e oferece um meio de aumentar a transparência e promover a desescalada', completa.
