Rússia afirma estar em 'contato constante' com líderanças iranianas em meio a guerra com EUA e Israel
O Kremlin afirmou nesta quarta-feira (11) estar em contato constante com as lideranças iranianas, sem especificar quais seriam elas, em meio ao conflito no Oriente Médio com Estados Unidos e Israel.
Além disso, a Rússia disse que está pronta para contribuir para o retorno da paz e da estabilidade na região.
As afirmações foram do porta-voz russo, Dmitry Peskov.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, alertou nesta terça-feira (10) a Rússia para não se envolver na guerra com o Irã. Ele foi questionado em uma coletiva de imprensa sobre a ligação telefônica que o presidente americano, Donald Trump, teve com o presidente russo, Vladimir Putin.
Hegseth descreveu a conversa como um 'apelo enérgico', que ele esperava que reafirmasse 'a oportunidade para alguma paz' na guerra da Rússia com a Ucrânia.
Ele disse que a ligação também reafirmou 'o reconhecimento de que, no que diz respeito a este conflito, eles não devem estar envolvidos'.
Anteriormente, a CNN informou que a Rússia está auxiliando os esforços de guerra do Irã, fornecendo informações sobre alvos militares dos EUA.
A Rússia afirmou nesta terça-feira (10) que o presidente do país, Vladimir Putin, conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ofereceu diferentes opções para mediar e reduzir as tensões na guerra.
Peskov não deu detalhes sobre as 'considerações' que Putin levantou na chamada, mas afirmou que essas propostas continuam em análise.
'A Rússia está pronta para fornecer toda a ajuda possível para reduzir as tensões no Oriente Médio', completou o porta-voz.
Irã promete atacar centros econômicos de Israel e dos EUA em retaliação ao bombardeio a um banco
Fogo após ataque israelense a Teerã, capital do Irã.
UGC/AFP
Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (11), o Irã prometeu atacar bancos e centros econômicos de Israel e dos Estados Unidos no Oriente Médio em retaliação ao bombardeio de um banco no país.
Seguno o Quartel-General Central do Khatamolanbia, o comando unificado de combate das Forças Armadas Iranianas, as ações são 'não convencionais e ilegítimas na guerra' o que deu 'carta branca' para uma resposta.
'Os americanos devem esperar nossas dolorosas contramedidas. A população da região não deve permanecer a menos de um quilômetro dos bancos', advertiu o comunicado.
Em meio a isso, foi confirmado que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, sofreu ferimentos durante um ataque recente no conflito contra Israel e Estados Unidos, mas passa bem. A informação foi mencionada pela televisão estatal iraniana, que se referiu ao aiatolá como um 'veterano ferido' da atual guerra — chamada pelo governo de 'Guerra do Ramadã'.
Khamenei é filho do antigo líder supremo, Ali Khamenei, morto no fim de fevereiro em um bombardeio atribuído a forças dos Estados Unidos e de Israel. Ele foi escolhido no domingo pela Assembleia de Especialistas para comandar a República Islâmica.
Desde a nomeação, o novo líder ainda não fez aparições públicas nem pronunciamentos, o que aumentou as especulações sobre seu estado de saúde e segurança.
Segundo a agência Reuters, a escolha de Mojtaba Khamenei foi fortemente apoiada pela Guarda Revolucionária, que teria pressionado líderes religiosos a aprovar o nome dele. Khamenei é conhecido pela posição militar e mais dura dentro e fora do país.
Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã.
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