O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, vai viajar para ao menos três países aliados dos EUA na América do Sul na próxima semana após fazer uma defesa de um 'domínio das Américas' por parte do governo americano. As viagens vão ocorrer para Colômbia, Equador e Peru entre 8 e 10 de setembro para 'fortalecer parcerias estratégicas dos EUA em nossa região'. 'Durante a viagem, ele se reunirá com o novo governo De La Espriella na Colômbia, com o Presidente Noboa no Equador e com o novo governo Fujimori no Peru para discutir o apoio dos EUA à resposta da Colômbia ao terremoto; a cooperação reforçada na luta conjunta contra o narcoterrorismo, que ameaça nosso hemisfério; e os benefícios de relações comerciais mais sólidas entre nossos países', diz o texto do Departamento de Estado. A nota ainda complementa afirmando que Rubio vai reafirmar a defesa do governo Trump de um Ocidente 'seguro, próspero e democrático'. A viagem ocorre em meio ao processo eleitoral do Brasil e logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (2) que tem uma "boa relação com o Brasil" atualmente. Ele não mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi dada a jornalistas na Casa Branca. O republicano foi questionado sobre a possibilidade de construir bases militares na América do Sul por conta das recentes parcerias com governos de países como Colômbia e El Salvador, mas não respondeu diretamente. Ele falou, no entanto, que a situação no continente tem melhorado e atribuiu isso a uma guinada ideológica dos países da região. 'Eles foram da esquerda para a direita, estão todos indo para a direita. Temos uma boa relação com o Brasil, uma boa relação, realmente, com todos eles agora', disse. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Divulgação/Casa Branca 'Eles têm muito respeito com o nosso país, eles não respeitavam o nosso país há dois anos. Então estamos indo muito bem na América do Sul, na América Latina', completou. O presidente americano também se apresentou como peça nas eleições recentes do continente e disse ter ajudado a eleger aliados, citando a Argentina como exemplo. 'Temos muitas pessoas, [como no caso da] Argentina, que eu elegi. Essa parte do hemisfério está ficando muito diferente do que era', afirmou. Trump falou durante uma reunião na Casa Branca com executivos de companhias aéreas, redes de hotéis e empresas de turismo. O encontro foi convocado para comemorar o desempenho da temporada de viagens no verão americano, impulsionada pela Copa do Mundo. Ainda no mesmo evento, Trump comentou a situação da Venezuela e avaliou que o país não tem condições de ir às urnas neste momento. O presidente americano fez elogios à gestão da presidente interina Delcy Rodríguez, que ocupa o cargo desde a captura do ex-ditador Nicolás Maduro, em janeiro. 'Simplesmente não me parece que eles estejam prontos ainda. Sabe, é algo muito recente. Nós os tiramos de uma ditadura e estamos nos dando muito bem com o governo', afirmou. Situação e oposição venezuelanas discutem uma transição pacífica de poder, em negociação intermediada pelos Estados Unidos. Nesta quarta, Delcy agradeceu ao presidente americano pelo acordo de energia assinado na semana passada, que entrega aos Estados Unidos o controle de 65 bilhões de barris das reservas de petróleo venezuelanas. Em agosto, um vídeo do Departamento de Estado diz que o domínio dos EUA em toda a América 'nunca mais será questionado'. A publicação apresenta um histórico da Doutrina Monroe, estratégia usada pelos EUA para influenciar o continente e foi feita em um momento em que os EUA têm demonstrado apoio à direita na América Latina.
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Rubio anuncia viagem a países aliados dos EUA na América do Sul após defender 'domínio das Américas'
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