Rubio afirma que Irã

Rubio afirma que Irã 'não está levando negociações a sério', alertando para 'precedente perigoso' em Ormuz

Fonte: Bandeira



O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o Irã 'não está levando as negociações a sério' e alertou para a criação de um 'precedente perigoso' no Estreito de Ormuz.


Em um discurso proferido durante uma reunião de ministros das Relações Exteriores da Associação das Nações do Sudeste Asiático nas Filipinas, Rubio sugeriu que os EUA estavam abertos a negociações e acusou Teerã de ameaçar a 'liberdade de navegação' com suas ações na via.

'O problema que estamos enfrentando agora é que eles não estão levando as negociações a sério.

Se vocês estiverem falando sério, nós também estaremos.

Se não estiverem, faremos o que for necessário para proteger nossos interesses e os interesses de nossos aliados'.

As declarações surgem no momento em que as forças armadas dos EUA concluíram, na terça-feira, a 11ª noite consecutiva de ataques contra o Irã, com relatos de inúmeras explosões no país.


Rubio insistiu que, sob nenhum 'mecanismo legal existente', o Irã tinha o direito de controlar o tráfego pelo Estreito de Ormuz e alertou que isso poderia ter implicações mais amplas em todo o mundo.


Os ataques no estreito têm sido frequentes desde a retomada das hostilidades na região.


Desde o início do conflito, em fevereiro, o Irã reivindica o controle do estreito, apesar de a rota estar sujeita à liberdade de navegação segundo o direito internacional.

'Se criarmos um precedente no Oriente Médio em que um Estado-nação possa decidir controlar uma via navegável internacional...

teremos criado um precedente muito perigoso que se repetirá em outras partes do mundo'.

'Portanto, o que está em jogo aqui não é simplesmente o Estreito de Ormuz, mas um princípio fundamental sobre a liberdade de navegação.

Se isso estiver ameaçado, então creio que a economia global estará ameaçada'.

Trump aprova acordo de cooperação nuclear civil com Arábia Saudita

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula da OTAN.

SAUL LOEB / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou um acordo de cooperação nuclear civil com a Arábia Saudita com duração de 30 anos.

Segundo a agência de notícias France Press, o pacto prevê a participação de empresas americanas no desenvolvimento do setor e abre caminho para que o reino saudita construa instalações de enriquecimento de urânio em seu próprio território.

A medida deve enfrentar forte resistência no Congresso americano devido aos riscos de proliferação de armas atômicas no Oriente Médio.

O anúncio do acordo ocorre no momento em que os Estados Unidos mantêm operações militares no Irã, alegando que precisa desmantelar o programa nuclear de Teerã.

Nessa terça (21), Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão atingir instalações nucleares do Irã muito em breve.

As ameaças foram feitas na décima primeira noite consecutiva de bombardeios aéreos e navais contra alvos militares, infraestruturas de mísseis e centros de logística iranianos.

O regime dos aiatolás alertou que qualquer ataque contra suas centrais nucleares resultará em retaliações diretas contra todos os interesses americanos no Oriente Médio.

Em audiência no Congresso americano, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, revelou que os custos da guerra no Irã já atingiram 37 bilhões e quinhentos milhões de dólares.

O Pentágono pressiona os parlamentares pela aprovação urgente de um pacote orçamentário suplementar de 67 bilhões de dólares para manter o contingente na região.

Ataque dos Estados Unidos contra o Irã.

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EUA lançam nova série de ataques aéreos contra o Irã

ABBAS FAKIH / AFP