Rubio afirma que grupos 'linha-dura' no Irã estão complicando as negociações com os EUA

 

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Em entrevista à Fox News, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que grupos rivais de 'linha-dura' no Irã estão complicando as negociações de paz paralisadas com os Estados Unidos.

'No Irã, todos são linha-dura. Mas há linha-dura que entendem que precisam governar um país e uma economia, e há linha-dura que são completamente motivados pela teologia', disse Rubio nessa segunda-feira (27).

Segundo ele, esses 'radicais' não são apenas os oficiais da Guarda Revolucionária, mas também do líder supremo e o conselho.

'E aí você tem a classe política — o ministro das Relações Exteriores, o presidente, o presidente da Câmara, o parlamento, esses caras — eles também são linha-dura, mas também entendem que o país precisa de uma economia. As pessoas precisam comer. Eles precisam encontrar uma maneira de pagar os salários no governo', declarou.

O secretário comentou que os 'linha-dura, com uma visão apocalíptica do futuro, detêm o poder absoluto naquele país'.

Os Estados Unidos e o Irã estão próximos de um acordo para encerrar a guerra, apesar de não ter tido sucesso em novas negociações diretas entre os dois países. As informações são da rede de TV americana CNN, citando fontes familiarizadas com o processo de mediação.

De acordo com esses ouvidos pela reportagem, a intensa atividade diplomática continua nos bastidores, e as negociações em curso se concentram em um processo gradual.

A primeira parte de um possível acordo visa o retorno ao status quo pré-guerra e a reabertura do Estreito de Ormuz sem restrições ou pedágios. A questão do programa nuclear iraniano, citado pelos EUA e por Israel como ponto principal para o conflito, seria abordada posteriormente.

As fontes enfatizam que os mediadores estão pressionando ambos os lados para que cheguem a um acordo, e os próximos dias devem ser cruciais.

Apesar disso, destacam as autoridades, existe a possibilidade de os Estados Unidos decidirem se retirar e retomar a guerra.

Irã diz que EUA não podem 'ditar política'; Mídia afirma que Trump está insatisfeito

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Divulgação/Casa Branca

Após as notícias da imprensa americana, especialmente da agência de notícias Reuters, de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump estava insatisfeito com a mais recente proposta para acabar a guerra feito pelo regime iraniano, o país respondeu.

Segundo declarações do porta-voz do Ministério da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, os EUA não tem mais direito de 'ditar suas políticas' contra outros países.

'Os Estados Unidos não estão mais em posição de ditar suas políticas a nações independentes', comentou ele, citado pela televisão estatal do país.

Ainda completou que Washington deve abandonar suas 'exigências ilegais e irracionais'.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está 'frustrado, mas realista' em relação ao Irã, já que as negociações permanecem paralisadas, informou o site de notícias Axios nesta terça-feira (28).

Um assessor próximo ao presidente comentou que Trump não quer usar a força, mas não está recuando em suas exigência.

O relatório citou vários funcionários americanos que disseram estar preocupados com a possibilidade de Washington ser arrastado para um conflito congelado com o Irã, sem guerra nem acordo, lembrando a Guerra Fria.

Nesse cenário, as forças americanas permaneceriam posicionadas na região por meses, com o Estreito de Ormuz fechado, enquanto os dois lados continuariam aguardando uma ação do adversário.

Trump oscila entre a possibilidade de novos ataques militares contra o Irã e a expectativa de que a estratégia econômica de 'pressão máxima' leve Teerã a negociar seu programa nuclear.

Fumaça após ataque contra o Irã na guerra do Oriente Médio.

AFP