Roubos de iPhone se mantém no mesmo patamar em São Paulo, assaltos com Motorola e Samsung despencaram
Os roubos de iPhones permaneceram praticamente estáveis em São Paulo, enquanto os casos envolvendo aparelhos da Samsung e da Motorola registraram forte queda. No ano passado, a capital contabilizou 50.692 ocorrências de roubo de celulares registradas em distritos policiais.
Os dados são da ferramenta interativa Mapa do Crime, exclusiva do GLOBO, que mostra as marcas dos celulares, carros, motos e demais objetos levados pelos criminosos nos roubos da capital paulista.
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Entre os aparelhos da Apple, foram 21.320 registros em 2025, número que representa uma leve queda de 1,8% em relação a 2024, quando haviam sido contabilizados 21.703 casos. No recorte por delegacias, o 14ª DP (Pinheiros), na Zona Oeste, lidera o ranking, com 1.413 registros no último ano. Na sequência, aparecem o 47ª DP (Capão Redondo), na Zona Sul, com 992 ocorrências, e o 37ª DP (Campo Limpo), também na Zona Sul, com 820 casos. Fecham a lista o 23ª DP (Perdizes), na Zona Oeste, com 701 registros, e o 92ª DP (Parque Santo Antônio), na Zona Sul, com 651 ocorrências.
O cenário contrasta com o desempenho das principais concorrentes.
No caso da Samsung, os roubos recuaram de 19.778 ocorrências em 2024 para 15.275 em 2025, uma queda de 22,8%. As delegacias com maior volume de registros envolvendo aparelhos da marca sul-coreana foram o 47ª DP (Capão Redondo), com 606 casos, o 37ª DP (Campo Limpo), com 531, e o 1ª DP (Sé), com 411 ocorrências. Na sequência aparecem o 14ª DP (Pinheiros), com 399, e o 3ª DP (Campos Elíseos), com 379 registros.
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A redução foi ainda mais intensa entre os celulares da Motorola. Em 2024, a marca somou 12.198 casos, número que caiu para 9.042 em 2025, uma retração de 25,9%. No recorte por delegacias, o 47ª DP (Capão Redondo) também lidera os registros envolvendo aparelhos da Motorola, com 468 ocorrências. Em seguida aparecem o 37ª DP (Campo Limpo), com 323 casos, o 92ª DP (Parque Santo Antônio), com 280, o 100ª DP (Jardim Herculano), com 272, e o 1ª DP (Sé), com 207 registros.
Questionada pelo GLOBO sobre os aumentos de casos envolvendo iPhone nos distritos da Zona Sul, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) respondeu, em nota, que as análises estatísticas das polícias paulistas “não são estruturadas por marca ou modelo de aparelho”.
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“Sempre que são identificadas variações nos indicadores criminais, inclusive em regiões periféricas, há reavaliação operacional, com possíveis reforços de policiamento, ajustes no patrulhamento e intensificação de investigações, conforme a necessidade local”, diz a pasta.
O que é o Mapa do Crime de São Paulo?
O Mapa do Crime de São Paulo foi produzido a partir de microdados de 330 mil boletins de ocorrência disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado. Ao contrário do Rio, São Paulo torna públicas as coordenadas e os nomes das ruas das ocorrências. O levantamento cobre roubos ocorridos entre 2023 e 2025. Diferentemente do governo paulista, O GLOBO usou a data do fato — e não a do registro na polícia. Assim, um roubo ocorrido em 31 de dezembro e registrado no dia seguinte é contabilizado no ano correto. Erros de grafia e inconsistências nos dados foram corrigidos com auxílio de inteligência artificial.
Disponível no site do jornal, com acesso pelo computador, celular ou tablet, a ferramenta permite navegar por uma compilação inédita de dados de roubos na capital, com filtros sobre tipos, marcas e cores dos bens subtraídos.
Para usá-la, busque o endereço da sua casa, do trabalho ou de qualquer outro ponto da cidade e escolha um dos quatro tipos de crime disponíveis: roubo de celular, de carro, de moto e de rua — esse último inclui carteiras, colares, alianças e relógios levados de pedestres. Cada ponto no mapa corresponde a uma ocorrência e, ao ser clicado, mostra detalhes do crime e dados sobre a rua: total de casos em 2025, série histórica dos últimos três anos, bens mais roubados ali e um mapa de calor com horários e dias de maior incidência. Também é possível refinar as buscas por tipo, marca e cor do bem roubado — para descobrir, por exemplo, quantos HB20 brancos foram roubados em determinada via — ou navegar por um ranking de ruas.
*Estagiária sob supervisão de Rafael Soares
