Roubo e homicídios dolosos apresentam queda na maioria dos municípios da Baixada Fluminense
Dados do Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP) mostram que 2025 fechou com uma queda na quantidade de roubos e homicídios dolosos na Baixada Fluminense. No entanto, os roubos de aparelhos de celular acompanharam o crescimento em todo estado e fecharam o ano com um crescimento de 13% na região. O EXTRA analisou cinco índices de criminalidade na região e comparou com os números de 2024.
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O aumento de roubos a celular ocorreu em sete das 13 cidades da região. O maior crescimento foi registrado em Nilópolis, com 56% mais casos. A cidade também foi a que teve o maior aumento nos homicídios dolosos, cerca de 260% a mais em 2025. Entre as vítimas, está o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Nilópolis Jorge Henrique Costa, o Dedinho. Ele foi assassinado a tiros no Centro da cidade.
Também estão no ranking de crescimento de homicídios Duque de Caxias, com aumento de 17%, Nova Iguaçu, com 31%, e Paracambi, com 40%. A cidade também viu um político ser morto ano passado: o subsecretário de Segurança Paulo Roberto Lopes foi assassinado em Sabugo. A suspeita da Polícia Civil é que ele tenha executado a mando do tráfico local por repesarias à intensificação da segurança na região.
Já Seropédica, que viveu em 2024 uma intensa disputa territorial entre traficantes e milicianos pelo controle de locais na cidade, viu o índice de assassinatos cair 58% em 2025. Queimados, com redução de 59% de homicídios e Belford Roxo, com 31% de queda nos números, completam o ranking de maiores reduções de homicídios.
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Os casos de roubo a coletivo foram os que mais tiveram redução na Baixada Fluminense no ano passado. Houve 628 ocorrências desse tipo em 2025, contra mais de 1,8 mil no ano retrasado, representando uma redução de 61%.
Os números ainda apontam uma redução no assalto a pedestres e do roubo a veículos de 20%. Em toda a Baixada Fluminense foram 8,7 mil automóveis roubados por criminosos, contra quase 11 mil de 2025.
Em números absolutos, Duque de Caxias foi o segundo município com mais casos de roubos a transeuntes e carros em todo o Estado do Rio, mas registrou uma queda de 16% e 6,5%, respectivamente.
‘Rápida liquidez’
O delegado Gabriel Ferrando, chefe do Departamento Geral de Polícia da Baixada, destaca que a redução geral dos roubos é fruto de operações permanente da corporação, como a Rastreio, cujo foco é quebrar a cadeia de receptação de celulares roubados. Segundo a Polícia Civil, já foram recuperados 13 mil celulares e 780 pessoas foram presas pela Operação Rastreio. O delegado destaca que as investigações miram também as quadrilhas especializadas em desbloquear os aparelhos.
— O roubo de celular tem uma rápida liquidez, e há criminosos que lucram mais com ele do que com a clonagem de veículos. E quando fazemos uma operação que é permanente, ela reverbera no ambiente criminoso. Deixa de ser vantajoso, por exemplo, o comerciante vender um aparelho de origem duvidosa se há sempre operações — explica Ferrando.
Procurada, a Secretaria de Segurança do Rio diz que os dados de redução “refletem os resultados das ações integradas e permanentes das forças de segurança, baseadas em planejamento estratégico, análise de indicadores criminais e integração entre as polícias”.
Dos 13 municípios, somente três tiveram reduções nos casos de homicídios dolosos e roubos a celular, pedestre e veículos. Entre eles, está Mesquita, que também reduziu em 75% os roubos a ônibus na cidade.
— O resultado positivo é fruto de um trabalho conjunto entre a Guarda Municipal e as polícias Civil e Militar — diz Renata Paranhos, subsecretária de Segurança, Ordem Pública e Cidadania de Mesquita.
