Ronaldo Caiado é oficializado como pré-candidato à Presidência pelo PSD e promete anistia como 1º ato
Ronaldo Caiado teve a pré-candidatura à Presidência da República confirmada pelo PSD nesta segunda-feira (30) e afirmou que, se eleito, pretende conceder anistia "ampla, geral e irrestrita" como primeiro ato de governo.
Durante o discurso de lançamento, Caiado disse que a medida teria como objetivo “pacificar o país” e citou a possibilidade de incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a polarização política atual “não é um traço da sociedade”, mas resultado de um projeto de poder, e pode ser superada por uma candidatura que não esteja diretamente envolvida nesse embate.
O anúncio foi feito pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em São Paulo. Recém-filiado à legenda, Caiado foi escolhido após disputa interna com os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Júnior (Paraná), que desistiu da corrida na semana passada. Kassab classificou a decisão como “difícil”, mas destacou a experiência do governador de Goiás.
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Primeiros recados
Em sua fala, Caiado ressaltou a trajetória política — com passagens pela Câmara dos Deputados, Senado e dois mandatos como governador — e afirmou que o país precisa de liderança com experiência comprovada. “Não se governa pelo discurso, se governa pelo exemplo”, disse.
O pré-candidato também defendeu que o desafio não é apenas vencer as eleições, mas governar de forma a evitar a volta de projetos políticos que, segundo ele, não deram certo. Ao criticar o cenário nacional, afirmou que o Brasil perdeu espaço no cenário global por falta de planejamento e de investimento em áreas estratégicas, como tecnologia e inovação.
Caiado citou ações de sua gestão em Goiás como vitrine administrativa, destacando avanços em segurança pública, educação, políticas sociais e uso de tecnologia. Segundo ele, o estado alcançou altos índices de aprovação popular e se tornou referência em áreas como inteligência artificial aplicada à gestão e exploração de minerais estratégicos.
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Na área de segurança, afirmou que o combate ao crime organizado é condição básica para o funcionamento do Estado e criticou a presença de facções em partes do território nacional. Já no campo econômico, defendeu a livre iniciativa e apontou entraves como o “custo Brasil” e os juros elevados como obstáculos ao crescimento.
O governador também criticou propostas de regulação da inteligência artificial que, segundo ele, poderiam frear a inovação, e defendeu um modelo mais aberto, com punição ao uso indevido, mas incentivo ao desenvolvimento tecnológico.
Ao falar sobre o cenário eleitoral, Caiado afirmou que pretende participar do debate público para se apresentar como alternativa fora da polarização. Segundo ele, a eleição ainda está em aberto e será definida pelo confronto de ideias. “Não é no discurso fácil ou em bolhas que se decide uma eleição, mas no debate”, afirmou.
O PSD avalia que há espaço para uma terceira via na disputa presidencial, em meio à polarização política, embora pesquisas indiquem baixa competitividade para esse campo no momento.
