Rogério em ‘Três Graças’, Eduardo Moscovis volta agora com força ao centro da trama
O atual momento de Eduardo Moscovis em “Três Graças” parece sintetizar a maturidade artística do talentoso ator de 57 anos, que atravessou décadas de protagonismo na TV, soube se afastar das novelas quando julgou necessário e retornou com escolhas que privilegiam a densidade dramática de seus papéis. Na trama das nove, Rogério sempre pairou como uma presença fantasmagórica — no início, era citado por vários personagens e tinha um passado cercado de mistério. Até ganhar corpo num capítulo praticamente inteiro de flashback, em que ele revelou para todos que não havia morrido no acidente de barco.
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Rogério (Eduardo Moscovis) em "Três Graças"
Gabriel Vaguel/Rede Globo/Divulgação
Após sofrer outra tentativa de assassinato arquitetada por Ferette (Murilo Benício), Rogério volta agora ao centro da narrativa, impulsionando conflitos importantes. Nas cenas que vão ao ar esta semana, ao saber do incidente com Joélly (Alana Cabral) na casa de Arminda (Grazi Massafera), ele oferece carona a Gerluce (Sophie Charlotte) e, sem saber, acaba sendo seguido por Paulinho (Romulo Estrela). O policial flagra a namorada entrando no carro do empresário e descobre que ela mantinha contato com o marido de Arminda sem nunca ter comentado nada.
Rogério (Eduardo Moscovis) fica cara a cara com Arminda (Grazi Massafera), em "Três Graças"
Rede Globo/Divulgação
Com o atual trabalho, Moscovis revisita uma parceria importante com Aguinaldo Silva, autor de “Pedra sobre pedra” (1992), que marcou a estreia do ator nas novelas. Ele esteve ainda em outras produções do dramaturgo como “Senhora do destino” (2004) e “O Sétimo Guardião” (2018).
Ariosto (Eduardo Moscovis) e Deodora (Debora Bloch) em 'No Rancho Fundo'
Rede Globo/Divulgação
Nos anos 1990, Moscovis ocupou o posto de galã, emendando trabalhos de visibilidade, até alcançar novo ápice no sucesso “Alma gêmea” (2005). Depois desse período intenso nas novelas, diminuiu a presença na TV e investiu com mais força no teatro e no cinema, voltando à telinha de forma pontual. Mais recentemente, em 2024, destacou-se como o amargo vilão Ariosto em “No Rancho Fundo”, papel que evidenciou sua disposição em se afastar do arquétipo clássico de mocinho.
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