Rodrigo Crespo: começa julgamento de três acusados da morte do advogado
O III Tribunal do Júri da Capital começa a julgar, nesta quinta-feira, três acusados de envolvimento no assassinato do advogado Rodrigo Marinho Crespo, morto a tiros em fevereiro de 2024 no Centro do Rio, perto da sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Sentam no banco dos réus Leandro Machado da Silva, conhecido como Cara de Pedra ou Machado, Cezar Daniel Mondêgo de Souza, o Russo, e Eduardo Sobreira de Moraes.
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Saiba quem são os acusados:
Leandro Machado da Silva, o Cara de Pedra: policial militar que, segundo as investigações, providenciou os carros usados no crime. Se entregou na Delegacia de Homicídios dias após o assassinato.
Cezar Daniel Mondego de Souza, o Russo: é apontado como responsável por monitorar a vítima.
Eduardo Sobreira de Moraes: é apontado pela polícia como o responsável por seguir os passos de Rodrigo, dirigindo o carro para Cezar enquanto acompanhavam a movimentação da vítima antes do assassinato.
Segundo o Ministério Público, o crime teria sido motivado por uma disputa ligada a apostas on-line e executado em uma emboscada, com tiros pelas costas, com o uso de pistola calibre 9mm. Segundo a acusação, o crime teria as seguintes qualificadoras:
Motivo torpe ligado à atuação de organização criminosa em jogos de apostas online.
Emboscada recurso que dificultou a defesa da vítima – disparos de arma de fogo pelas costas.
Para assegurar a execução ou vantagem de outros crimes – o homicídio teria sido praticado para garantir interesses da organização criminosa.
Emprego de arma de fogo de uso restrito – pistola calibre 9mm.
Passo a passo do julgamento
O juiz abrirá a sessão com a presença de, no mínimo, 15 jurados. Sete serão sorteados para compor o Conselho de Sentença. A defesa e, depois, o Ministério Público podem recusar até três jurados cada um, sem a necessidade de explicar a recusa. Serão ouvidas testemunhas indicadas pela acusação e, depois, as da defesa. Em seguida, poderão ser prestados esclarecimentos de peritos, serem feitas acareações e reconhecimentos de pessoas e coisas. Por fim, os acusados são ouvidos.
Na etapa seguinte, o Ministério Público tem a palavra para fazer a acusação — o assistente de acusação poderá falar depois. Em seguida, é a vez de a defesa ser ouvida.
Após os debates, os jurados podem pedir esclarecimentos adicionais e ter acesso aos autos e aos instrumentos do crime. O Conselho de Sentença responderá uma série de questões que decidirão sobre absolvição ou condenação dos acusados. Em caso de condenação, após uma bateria de questionamentos, o juiz distribuirá aos jurados as cédulas que serão usadas para a votação. A decisão será tomada por maioria dos votos. Concluída a votação, o juiz dará a sentença.
Bicheiro é investigado
Outro investigado por ligação com o crime, mas que não será julgado nesta quinta, é o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, preso no último dia 26 em outras investigações. Em 9 de abril de 2024, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão contra ele no âmbito da apuração da morte de Crespo.
A defesa de Adilsinho afirmou que ele “nega qualquer envolvimento com os fatos noticiados, não tendo nenhum relação com o contrabando de cigarros ou assassinatos, repudiando a vinculação de seu nome aos referidos eventos”.
