Rock the Mountain 2025 Foto: Fluxa_Mangabeira O Rock the Mountain começa nesta sexta-feira (30) com um desafio diferente para as marcas. Em Itaipava, na serra fluminense, o público não vai só para assistir a shows.
Vai para viver um festival que construiu fama de sustentável, brasileiro e com clima de encontro entre amigos. Quem não entender esse espírito corre o risco de parecer um penetra na festa.E não serão poucos os convidados.
Heineken, Vivo, Renner, Nestlé, Trident, Aperol, Johnnie Walker, Red Bull, Schweppes Mixed, Amarula, Lagunitas Day Time e Gás Verde estão entre os patrocinadores da 13ª edição, que acontece nos dias 30 e 31 de outubro e 1º, 6, 7 e 8 de novembro. No ano passado, o evento recebeu mais de 150 mil pessoas.Público grande, marcas fortes, muitas ativações.
Até aqui, nada de novo.A diferença está no lugar.O Rock the Mountain tem personalidade própriaBasta olhar a programação para entender. No mesmo festival cabem Jorge Ben Jor, Paulinho da Viola, Leci Brandão, Anitta, Ivete Sangalo e a britânica M.I.A.
Entre um show e outro, há roda de samba, pista de skate, tirolesa, roda-gigante e um troll gigante de mais de cinco metros, criado pelo artista dinamarquês Thomas Dambo especialmente para o evento.É um festival com identidade definida. E identidade, para quem patrocina, funciona como um filtro.Em eventos genéricos, a marca pode chegar com o mesmo estande que levaria a qualquer lugar.
Num festival com personalidade, a ativação precisa conversar com o ambiente ou vai parecer um anúncio colado no lugar errado.A graça de descobrirAlgumas marcas entenderam que o público do Rock the Mountain gosta de explorar. A Heineken, que assina o palco Aurora, estreia o Speakeasy Heineken convida Louder, uma pista de dança secreta.
A Red Bull segue a mesma lógica com a pista Red Bull Secreto.Heineken assina o palco Aurora e estreia no Rock the Mountain o Speakeasy Heineken convida Louder, uma pista de dança secretaFoto: Divulgação O conceito é simples e poderoso. O que está escondido desperta curiosidade e quem encontra se sente parte de um grupo seleto.Num festival que convida a circular pelo parque, a pista secreta não interrompe a experiência.
Ela vira parte do passeio.Quando a marca cuida de quem está aliOutro grupo de patrocinadores escolheu a utilidade. A Vivo, que assina o palco Floresta, terá um contêiner com pufes e torres para carregar o celular.
A Renner, além da pista Fervo, oferece provadores perto dos armários para trocar de roupa, retocar a maquiagem e arrumar o cabelo, além de aulas de yoga e oficinas de silk em jeans.Parece pouco. Não é.Seis dias de festival na serra significam frio à noite, bateria acabando e cansaço acumulado.
A marca que resolve esses problemas se comporta como uma boa anfitriã e é assim que será lembrada.Ocupar a cultura, e não só o espaçoAs ativações mais interessantes, porém, são as que se encaixam nas tribos do festival. A Nestlé terá um estande de brindes perto da roda de samba.
A Lagunitas Day Time assina a pista de skate, com oficinas e competições. A Schweppes Mixed fica com a pista Magic Drags, dedicada a apresentações de drag queens.
A Johnnie Walker assina a Casa do Rock, um dos espaços musicais do evento.Johnnie Walker assina a Casa do Rock, um dos espaços musicais do Rock the Mountain, e terá bares exclusivos espalhados pelo festivalFoto: Divulgação Cada uma escolheu um pedaço da cultura do festival para chamar de seu.
Em vez de falar com todo mundo, falam com quem já está ali por um motivo específico.Já Amarula, Aperol e Trident apostam no caminho mais direto: bares, carrinhos, uma kombi de drinques e distribuição de amostras com o mascote da marca. Funciona, mas depende do momento certo.
O produto precisa chegar quando o público quer e não quando a marca decide aparecer.Sustentabilidade é regra da casaNo Rock the Mountain, falar de sustentabilidade não é diferencial. É obrigação.A Gás Verde é responsável por neutralizar as emissões de carbono do evento e o Greenpeace terá um espaço na entrada para arrecadar doações.
A Renner instala um ponto do Eco Estilo, seu serviço de coleta de roupas usadas para dar a elas um destino adequado.Num festival conhecido por esse compromisso, o público tende a ser mais atento e mais exigente. As marcas que levantam essa bandeira em Itaipava serão cobradas pelo que fazem no restante do ano.O que fica para quem trabalha com marcaO Rock the Mountain mostra que quanto mais forte a identidade de um evento, menos espaço existe para ativações genéricas.
O desafio não é só aparecer, mas parecer que pertence ao lugar.Isso exige escuta antes da criação. Entender quem é o público, por que ele está ali e o que ele valoriza naquele espaço.Em festivais com personalidade, a marca não é dona da festa.
É convidada.E convidado bom é aquele que todo mundo quer ver de novo no ano seguinte.
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