A segurança do Rock in Rio 2026 terá um efetivo de 7.680 agentes mobilizados durante os dias de festival, entre policiais militares, civis, bombeiros, agentes da Operação Lei Seca e do Segurança Presente.
O esquema, anunciado na manhã desta sexta-feira, contará com policiais uniformizados e à paisana dentro da Cidade do Rock, equipes especializadas no combate a furtos de celulares e uma estrutura para identificar drones que estejam voando sem autorização na região do evento.
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Do total, serão 4.500 policiais militares, 1.740 policiais civis, 600 bombeiros, 700 agentes da Operação Lei Seca e 140 agentes do Segurança Presente.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) fará a coordenação integrada dos órgãos envolvidos na operação.
Uma das novidades deste ano será o monitoramento do espaço aéreo.
Um centro de comando poderá identificar aeronaves não tripuladas, os drones, que estejam sendo utilizadas de maneira irregular.
Os alertas serão encaminhados ao CICC Móvel, instalado no BRT Parque Olímpico, para uma resposta rápida.
Segundo o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, tanto a aeronave quanto o operador identificado poderão ser responsabilizados nas esferas administrativa e criminal.
— São mais de 7.600 agentes envolvidos nessa operação, que vai desde mobilidade urbana, segurança nas estações, meios de transporte, local do evento, entorno, delegacias reforçadas, tudo para garantir a segurança — afirmou o secretário.
Policiais à paisana e atendimento para vítimas de furto
Dentro da Cidade do Rock, a Polícia Civil terá 725 agentes atuando diretamente no festival.
A corporação também montará uma projeção da 16ª DP (Barra da Tijuca), junto ao Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, para atender ocorrências sem que o público precise deixar o local.
Haverá ainda seis pontos de atendimento ao público, com totens onde os frequentadores poderão registrar ocorrências.
Equipes especializadas no combate ao furto de celulares também estarão mobilizadas.
A orientação para quem tiver o celular ou outro pertence furtado é procurar um policial uniformizado, ou se dirigir aos pontos de atendimento e à projeção da delegacia dentro da Cidade do Rock.
A estratégia inclui agentes à paisana para identificar criminosos em meio ao público.
A Polícia Civil também terá atuação integrada de delegacias especializadas, além de peritos criminais e médicos-legistas para agilizar a resposta a ocorrências.
PM terá 4.500 agentes, 177 viaturas e oito torres
A Polícia Militar será a principal força empregada na operação, com 4.500 agentes e 177 viaturas.
O esquema terá oito torres de observação e vigilância no entorno do festival, especialmente nas avenidas Embaixador Abelardo Bueno e Salvador Allende.
Também haverá 16 pontos de bloqueio viário nas principais vias da região para organizar o fluxo de veículos e controlar os acessos.
O policiamento será reforçado ainda nos terminais rodoviários e nos principais pontos de chegada ao evento.
A estrutura tecnológica contará com câmeras de monitoramento e reconhecimento facial, além de aeronaves e drones.
O CICC Móvel ficará no BRT Parque Olímpico, concentrando a estrutura tecnológica da operação.
Haverá ainda um posto de atendimento ao turista com policiais bilíngues.
O policiamento será reforçado em corredores como as avenidas das Américas, Salvador Allende, Ayrton Senna, Estrada dos Bandeirantes e os eixos do Joá, Joatinga, Itanhangá, Embaixador Abelardo Bueno e Lúcio Costa.
Bombeiros terão viatura para múltiplas vítimas
O Corpo de Bombeiros terá 600 militares, três unidades operacionais e duas forças-tarefas posicionadas em pontos estratégicos no entorno da Cidade do Rock.
As equipes ficarão de sobreaviso durante todo o festival.
Entre os equipamentos empregados haverá ambulâncias, picapes, viaturas de combate a incêndio e salvamento, duas plataformas mecânicas com alcance de até 42 metros e drones para monitorar os fluxos de entrada e saída e auxiliar em emergências.
Uma das novidades será uma viatura especializada no atendimento a ocorrências com múltiplas vítimas.
Antes do festival, os bombeiros farão um exercício operacional na roda-gigante, previsto para 1º de setembro.
A simulação terá especialistas em salvamento em altura e reproduzirá o resgate de uma vítima presa em uma das gôndolas.
Também será testado o tempo de resposta das equipes para situações de incêndio.
As instalações do festival passam ainda por vistorias relacionadas às saídas de emergência, estruturas de palco, roda-gigante, postos médicos, ambulâncias e rotas de acesso para veículos de socorro.
Lei Seca terá 700 agentes
A Operação Lei Seca terá 700 agentes nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13.
Além da fiscalização, serão realizadas atividades educativas com materiais de orientação, óculos que simulam os efeitos da embriaguez e etilômetros utilizados em demonstrações.
A estrutura ficará integrada ao festival, com espaço interativo e atividades voltadas à conscientização sobre os riscos de beber e dirigir.
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