Rock in Rio anuncia Jon Batiste, Luísa Sonza, Laufey e Pericles canta Motown
O Rock in Rio anunciou na noite desta terça-feira (10) os artistas que completarão o line-up do dia 7 de setembro. Além dos já confirmados Gilberto Gil e Elton John, o Palco Mundo terá o cantor, compositor e pianista americano Jon Batiste (um entusiasta da música brasileira) e a cantora brasileira Luísa Sonza, apresentando seu disco de bossa nova.
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No palco Sunset, as atrações confirmadas são a cantora islandesa Laufey (que também trafega pela bossa), um show do sambista Péricles em homenagem à gravadora Motown (a casa da black music americana) e um show do grupo Roupa Nova recebendo outra lenda da música brasileira das rádios FM: o cantor, compositor e pianista Guilherme Arantes.
O Rock in Rio, que acontece nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13, na Cidade do Rock (Rio de Janeiro), confirmou até agora também as participações de Avenged Sevenfold e Bring Me The Horizon (5), Stray Kids e Jamiroquai (11), Maroon 5, Demi Lovato, Mumford & Sons e João Gomes & Orquestra Brasileira (12).
Vencedor de oito Grammys (entre os quais, o de álbum do ano, por “World Music Radio”, em 2024) e de dois Oscars (um deles, de trilha sonora original, feita para a animação da Pixar “Soul”, em colaboração com Trent Reznor e Atticus Ross), Jon Batiste, de 39 anos, é integrante de uma dinastia musical da cidade de New Orleans, os Batiste.
Além de muitos trabalhos como músico, entre 2015 a 2022, ele apareceu todas as noites no talk show “The Late Show with Stephen Colbert”, como líder da banda e diretor musical do programa de TV.
Conhecido por transitar com naturalidade entre jazz, soul, R&B, pop, blues e música clássica, em uma carreira que une criatividade, excelência técnica e impacto cultural, Jon Batiste lançou ano passado seu mais recente disco, “Big Money”, que há alguns dias recebeu o Grammy de melhor álbum de Americana.
Em 2023, ele se apresentou no Brasil, no C6 Festival, onde cantou com Lia de Itamaracá. E, em entrevista ao GLOBO, em 2021, falou sobre sua paixão sobre música brasileira, tocando ao piano “Chega de saudade”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, junto com “Wave” (outro clássico da bossa nova, este só de Tom):
— Eu ia tocar com Hermeto Pascoal (1936-2025), mas a pandemia não deixou. Eu vi Hermeto ao vivo quando estive no Brasil, acompanhando (a cantora de jazz) Cassandra Wilson (em 2009, aos 23 anos), e depois toquei uma música dele na televisão (no programa “The Late Show with Stephen Colbert”).
Um dos nomes de maior ressonância no pop brasileiro dos últimos 10 anos, Luísa Sonza abre as atividades do Palco Mundo no dia 07/09 fazendo um show com seus grandes hits e uma homenagem à bossa nova, com a participação do violonista e compositor Roberto Menescal (um dos pais da bossa). Eles mostram faixas do recém-lançado álbum de Sonza, “Bossa Sempre Nova”. O projeto foi construído em parceria com Menescal e Toquinho, violonista, cantor e parceiro de Vinicius do Moraes.
— Este é um projeto que nasceu de forma muito natural, a partir de algo que eu já vinha fazendo há algum tempo. Dividi-lo com essas lendas da bossa, foi uma honra — afirmou Luísa Sonza ao GLOBO.
Já no Palco Sunset, a atração principal será Laufey, que este ano conquistou o Grammy de álbum vocal de pop tradicional com “A matter of time”, seu mais recente disco, no qual gravou pelo menos duas bossas novas, “Lover girl” e “Mr. Eclectic”. A artista de 26 anos tem cativado uma nova geração com canções elaboradas e delicadas, sobre amor e autodescoberta, que materializam sua visão de um pop influenciado por jazz e música clássica.
Criada entre Reykjavík (Islândia) e Washington D.C. (Estados Unidos) com visitas anuais a Pequim (China), a cantora, filha de islandês e chinesa, cresceu tocando violoncelo e piano e ficou viciada nos padrões do jazz de Ella Fitzgerald depois de vasculhar a coleção de discos do pai. Em 2020, quando ainda era estudante na Berklee College of Music, nos EUA, ela lançou seu single de estreia “Street by street”, que alcançou o topo das paradas de rádio islandesas.
Após o lançamento de seu EP “Typic of me”, de 2021, Laufey foi eleita melhor artista revelação em jazz e blues no Icelandic Music Awards e apresentou seu próprio programa na BBC Radio 3/BBC Sounds. Em 2022, o álbum “Everything I know about love” foi o primeiro colocado na parada de jazz da Billboard e ela foi alçada ao posto de artista de jazz com mais streams no Spotify.
Ano passado, em maio, Laufey se apresentou pela primeira vez no Brasil, em São Paulo no Popload Festival. Ao público, ela agradeceu: “Obrigada pelo primeiro show eletrizante no Brasil! A cultura e a música brasileira me inspiraram de uma forma que palavras não conseguem descrever, e a gentileza que vocês me mostraram é algo que nunca vou esquecer.”
Também no Sunset, um dos mais importantes nomes do samba, o cantor Péricles apresenta um show inédito e criado exclusivamente para o festival, dedicado à Motown, um dos selos mais importantes da história da música e peça-chave na construção da black music (por onde passaram de Marvin Gaye e Stevie Wonder a Diana Ross e Michael Jackson). E que ninguém estranhe: o artista de Santo André (SP), ex-Exaltasamba, é um grande conhecedor e amante do soul e do r&b, que sempre incorporou na sua forma virtuosa de reinventar o samba.
O grupo Roupa Nova e o cantor e compositor Guilherme Arantes
Colagem de fotos de Divulgação (Roupa Nova) e Divulgação/Vamia Toledo
Uma das maiores bandas do Brasil (referência na MPB, no rock e no pop), que lá nos anos 1980 gravou a mítica música-tema do Rock in Rio – responsável por embalar alguns dos momentos mais especiais e marcantes da Cidade do Rock – o Roupa Nova receberá um convidado muito especial no Sunset: Guilherme Arantes, um dos arquitetos do pop brasileiro, com canções como “Meu mundo e nada mais” e “Pedacinhos”.
Em janeiro, o artista de 72 anos lançou “Interdimensional”, disco com o qual comemora seus 50 anos de carreira. Juntando seu repertório com os do Roupa Nova (artista que, assim como Guilherme, empilhou canções em trilhas de novelas — “Dona”, “Coração pirata”, “Whisky a Go-Go”, “A viagem”, entre outras), a promessa é a de que não ficará hit sobre hit.
Para os VIPs, até helicóptero
O Rock in Rio também anunciou esta terça-feira duas novas categorias de ingresso VIP: o Rock in Rio Club Lounge 2026 e o Rock in Rio Club One 2026. As modalidades chegam após o esgotamento das categorias Fã e Rockstar, ainda em 2025, e dão acesso a experiências exclusivas dentro da Cidade do Rock. A compra pode ser feitas pelo site club.rockinrio.com.br/.
Entre os benefícios comuns às duas categorias estão a pré-venda exclusiva de ingressos, com garantia de compra para o dia desejado, fila preferencial nas entradas do festival, credencial personalizada, descontos na loja oficial e acesso a ambientes exclusivos. Os membros também participam de sorteios diários e podem ter experiências especiais ao longo dos dias de evento.
A categoria Rock in Rio Club One 2026, a mais completa, inclui acesso ao backstage, entrada no Rock World Lounge e no Lounge Club com vista para o Palco Sunset, experiência gastronômica diária com chef exclusivo, transfer ida e volta, fast pass para brinquedos, locker gratuito e ingresso de Área VIP incluso. O pacote, que custa R$ 16.999, ainda oferece a possibilidade de compra de ingressos VIP adicionais e de traslado de helicóptero.
Já o Rock in Rio Club Lounge 2026, que custa R$ 2.199, é voltado a quem busca conforto e exclusividade, com acesso ao Lounge Club, evento-teste com convidado e direito à compra de ingressos VIP, sujeitos à disponibilidade.
