“É uma decisão absurda”, avalia o colunista de Radar Robson Bonin sobre a prorrogação do horário da votação determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Eleitoral Cristiano Zanin. “É uma decisão monocrática de um ministro do STF que não tem nenhuma relação com o processo que está sendo conduzido pelo TSE”, afirmou o editor no programa especial VEJA em Foco sobre a apuração, transmitido no VEJA+TV.
O ministro determinou a prorrogação do fim do horário de votação em todo o Brasil para as 19h. O prazo original acabaria às 17h.
A interferência do STF ocorre em um processo em que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia solicitado a extensão do horário nas cidades de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, todas na Bahia, devido à redução da frota de ônibus. Para Bonin, Zanin “dá uma decisão que claramente coloca numa zona cinzenta todo o processo de apuração das eleições”.
Dados chegaram a ser divulgados antes de um pedido de interrupção da contabilização feito pelo ministro. “É muito importante que o presidente do TSE Kassio Nunes Marques dê uma resposta rápida sobre isso porque a decisão gera muita insegurança jurídica.
Não tem precedente um ministro do STF com uma canetada interferir dessa forma no processo eleitoral”. O colunista lembrou que a decisão veio de um ministro que foi indicado por Lula, “e que até ontem era advogado dele”.
“Zanin deveria manter uma certa distância em relação a esse assunto. Há uma nódoa no processo eleitoral que precisa ser apurada.
O país está em um impasse.” Publicidade
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