Um passeio escolar transformou-se em um pesadelo para uma família na China.
Em 12 de novembro do ano passado, durante uma visita ao Museu de Ciência e Tecnologia de Xiangyang, na província de Hubei, uma menina foi atingida no rosto por um robô que participava de um espetáculo no local.
As sequelas do acidente, reveladas pelo jornal local Yangtse Evening Post, mudaram a rotina da criança e deram início a uma longa disputa judicial por uma indenização.
Segundo o relato oficial, o robô "deu subitamente um pontapé e atingiu-a no rosto" durante a apresentação.
O museu admitiu a falha e afirmou ao jornal que o operador da máquina "não avaliou corretamente a distância de segurança" no momento da apresentação, o que resultou na agressão.
A menina sangrou imediatamente e foi encaminhada ao hospital, onde precisou de pontos na região do lábio superior.
“Um dente da frente foi arrancado, outro ficou solto e acabou por cair mais tarde, e os danos nas gengivas levaram à perda de dois dentes de leite adicionais durante o tratamento subsequente", detalhou a publicação.
A mãe da criança atingida, identificada apenas pelo sobrenome Wang, relata que o sofrimento se estendeu muito além do dia do acidente.
Nos últimos seis meses, a filha "tem vivido maioritariamente à base de uma dieta líquida" e "tem sofrido com frequentes inflamações nas gengivas e febres altas".
Além disso, a responsável destaca que as cicatrizes faciais causam um impacto negativo considerável no bem-estar psicológico da criança.
Passados nove meses do incidente, a falta de um acordo sobre a compensação financeira pelo ocorrido mantém o caso em aberto.
A empresa responsável pelo robô, a Hefei And Exhibition, ofereceu 20 mil yuan (cerca de R$ 15 mil), além do pagamento das despesas médicas.
A família, contudo, considera o montante insuficiente e exige um pagamento único de 150 mil yuan (mais de R$ 100 mil) para cobrir os custos contínuos de recuperação e procedimentos estéticos.
Diante do impasse, a companhia recomendou que a família "recorra à via judicial para resolver o assunto".
Preocupada, Wang lamenta que, mesmo após os cuidados médicos, o lábio da filha "continua assimétrico".
A mãe teme ainda que as marcas faciais prejudiquem o futuro da criança em carreiras que demandam exames médicos rigorosos, como a polícia ou academias militares.
