ÓRIGO GARANTIDORA AMPLIA ATUAÇÃO E APOSTA EM GARANTIAS ESTRUTURADAS E MEIOS DE PAGAMENTO NO NOVO CICLO DO MERCADO FINANCEIRO

 

Fonte:


Um novo movimento começa a ganhar força no mercado brasileiro de garantias contratuais. Impulsionado pelo avanço regulatório e pelo amadurecimento institucional do setor, diferentes estruturas privadas vêm ampliando sua atuação na emissão de garantias para operações públicas e privadas.

Seguindo essa tendência de expansão e modernização do setor, a Órigo Garantidora, empresa paulista sediada em São Paulo e com atuação em todo o território nacional, vem ampliando o alcance de suas atividades, apostando em novos modelos de estruturação de garantias e na formação de um ecossistema financeiro voltado à mitigação de riscos contratuais.

À frente da empresa estão Dayana Ribeiro e Ivani Serebrenic, duas executivas com trajetórias consolidadas em áreas estratégicas do mercado financeiro e de infraestrutura.

Dayana construiu carreira em grandes instituições bancárias como Bradesco, Itaú e Santander, enquanto Ivani atuou diretamente na estruturação e acompanhamento de grandes projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs), ambiente no qual a necessidade de garantias robustas e bem estruturadas é constante.

Foi justamente dessa experiência acumulada no mercado que surgiu a proposta de ampliar o alcance da empresa, incorporando novas soluções e modelos de estruturação de garantias contratuais.

Segundo Ivani, a empresa vem inovando ao estruturar uma rede de parceiros

estratégicos que a organização denomina de “garantidores solidários”.

“Chamamos de garantidores solidários pessoas físicas ou jurídicas que possuem ativos capazes de servir como lastro para estruturas de garantia. Esses ativos passam a integrar operações contratuais, gerando rentabilidade para seus detentores ao mesmo tempo em que fomentam o mercado de garantias”, explica Ivani Serebrenic.

Um mercado em expansão

O setor de garantias estruturadas já é consolidado em economias desenvolvidas, especialmente nos Estados Unidos, onde diferentes instrumentos privados são amplamente utilizados para assegurar obrigações contratuais em projetos de infraestrutura, construção, concessões e operações corporativas.

No Brasil, tradicionalmente, essas garantias têm sido fornecidas por três instrumentos principais:

Seguros garantia (performance bonds)

Fianças bancárias

Garantias fidejussórias

Cada um desses instrumentos, entretanto, apresenta limitações estruturais.

Os seguros garantia, por exemplo, são regulados pela SUSEP e dependem da capacidade técnica de retenção de risco das seguradoras. Isso significa que o volume de garantias emitidas está condicionado aos limites de exposição de cada companhia seguradora.

Já as fianças bancárias costumam envolver elevada complexidade operacional. Bancos geralmente exigem contragarantias robustas, reciprocidades financeiras e relacionamento bancário consolidado, além de cobrarem custos anuais significativos.

Há ainda as chamadas garantias fidejussórias, que são aquelas baseadas na responsabilidade pessoal de um terceiro que assume a obrigação de responder pelo cumprimento do contrato caso o devedor principal não o faça, como ocorre nas fianças ou avais.

Segundo Ivani, esse modelo apresenta fragilidades relevantes.

“O grande problema das garantias fidejussórias é que elas estão fundadas essencialmente no patrimônio líquido do garantidor. Muitas vezes esse patrimônio não pode ser plenamente auditado ou verificado com segurança, o que gera incertezas jurídicas e financeiras para quem recebe a garantia”, afirma.

Estruturação com garantias reais

Nesse contexto, ganha espaço no mercado a estruturação de garantias baseadas em ativos reais, capazes de oferecer maior previsibilidade, transparência e efetividade jurídica para as partes envolvidas. Esse movimento é particularmente relevante no segmento de garantias financeiras, no qual a limitação estrutural das operações muitas vezes não está associada à escassez de capital disponível no sistema, mas sim à insuficiência de instrumentos de garantia adequadamente estruturados e juridicamente robustos.

Em termos técnicos, o mercado brasileiro não enfrenta propriamente uma restrição de liquidez, mas sim um déficit de garantias elegíveis, capazes de mitigar risco de crédito e permitir a alavancagem segura de operações contratuais e financeiras. Nesse cenário, a utilização de ativos reais claramente identificáveis, como imóveis, recebíveis, participações societárias ou cotas de fundos regulados, passa a desempenhar papel central na estruturação dessas garantias, ampliando a confiança dos agentes econômicos, reduzindo assimetrias de informação e aumentando a capacidade de financiamento de projetos e contratos.

Segundo Ivani, é exatamente nesse campo que a Órigo vem concentrando sua atuação.

Dayana Ribeiro e Ivani Serebrenic

Divulgação

“Nossa proposta é estruturar garantias sempre lastreadas em ativos específicos. Isso pode envolver ativos imobiliários, recebíveis, participações societárias ou cotas de fundos de investimento regulados pela Comissão de Valores Mobiliários. Quando existe um ativo claro e identificável como lastro, a segurança jurídica da operação aumenta significativamente.”

Esse modelo permite que operações contratuais, tanto públicas quanto privadas, possam contar com instrumentos de mitigação de risco mais sofisticados, reduzindo dependência de estruturas tradicionais do sistema financeiro.

Um ecossistema financeiro integrado

Além da atuação no segmento de garantias estruturadas, a Órigo também está expandindo sua presença no setor financeiro por meio do desenvolvimento de sua subsidiária de meios de pagamento, que lançará nos próximos dias a marca Axia Pay.

O mercado brasileiro de pagamentos digitais tem crescido rapidamente nos últimos anos, impulsionado pela digitalização financeira, pelo avanço do PIX, pela expansão das fintechs e pela demanda por soluções financeiras mais integradas.

Segundo Dayana Ribeiro, a proposta da Axia Pay é oferecer uma plataforma completa de gestão financeira e liquidação de pagamentos.

“As plataformas modernas de meios de pagamento permitem integrar diferentes serviços financeiros em um único ambiente. Estamos falando de pagamentos instantâneos, emissão de boletos, gestão de cobranças, conciliações financeiras automatizadas e maior controle operacional para empresas e usuários”, afirma Dayana.

Nesse contexto, a nova plataforma pretende ir além das funcionalidades tradicionais. Além de PIX, boletos e outros serviços financeiros, a conta global da Axia Pay integrará também operações com criptomoedas.

Segundo Dayana, o sistema permitirá que saldos em ativos digitais sejam utilizados em operações do dia a dia.

“Nossa conta global permitirá que o cliente utilize seus ativos digitais de forma prática. Por meio de mecanismos integrados à rede Visa Pay, será possível, por exemplo, comprar um pão na padaria utilizando saldo em criptomoedas, que será convertido instantaneamente em reais. O mesmo mecanismo permitirá pagamentos em outras moedas durante viagens internacionais.”

Liderança feminina em um setor estratégico

A expansão das atividades da Órigo também reflete um movimento relevante dentro do próprio mercado financeiro e de infraestrutura: a crescente presença feminina em posições estratégicas de liderança.

Com experiências complementares, Dayana e Ivani combinam conhecimento bancário, visão regulatória e atuação prática em grandes projetos para estruturar uma empresa que busca atuar na interseção entre finanças estruturadas, garantias contratuais e tecnologia financeira.