O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), minimizou nesta terça-feira (20) o vazamento de dados do sistema de câmeras da cidade, o Smart Sampa. Ele afirmou que a Prefeitura não identificou nenhum uso indevido das imagens do programa e que é “absolutamente seguro”. Alunos denunciam problemas em escola que teve votação transferida em SP: 'Tem dia que a gente não vem' Polícia Civil investiga se deputado Marcelo Aguiar (PL) cometeu importunação sexual em balada Nunes também atribuiu o vazamento de dados do sistema a um funcionário da Guarda Civil Metropolitana, que, segundo o prefeito, foi identificado e afastado do cargo. "O que teve foi um funcionário da GCM, concursado, que entrou em 2023, que trabalhava num setor que mantinha senhas em uma plataforma. O que aconteceu é que o jornalista recebeu uma senha e, de forma indevida, acabou acessando", disse. Mais cedo, o Ministério Público de São Paulo anunciou que vai investigar o vazamento, revelado em reportagem publicada nesta terça pelo portal Uol.
De acordo com o site, os dados sigilosos ficaram expostos na internet por cerca de 11 meses, permitindo o acesso indevido a imagens de mais de 58 mil câmeras conectadas à plataforma, incluindo equipamentos instalados em ruas, escolas, creches e hospitais da capital paulista. Na mesma ocasião, Ricardo Nunes ainda informou que a ideia é que a Prefeitura aprimore cada vez mais o sistema para evitar vazamentos, afirmando que, em alguns meses, o acesso às imagens do Smart Sampa exigirá o reconhecimento facial do usuário. As declarações foram dadas em um evento de inauguração da nova sede da Transamerica Media Company (TMC), na capital paulista.
CBN