Órgão interno do Pentágono anuncia investigação sobre ataques contra lanchas no Pacífico e no Caribe
O órgão interno de fiscalização e controle do Pentágono anunciou uma investigação sobre os ataques das Forças Armadas dos EUA contra lanchas supostamente ligadas ao tráfico de drogas no Oceano Pacífico e no Caribe — operações que já mataram 192 pessoas, segundo as estimativas oficiais, e que são parte da política de combate ao "narcoterrorismo" lançada pelo presidente Donald Trump. O órgão vai avaliar se a ofensiva seguiu as diretrizes de seleção de alvos em meio às alegações de que os ataques foram ilegais e correspondem a execuções extrajudiciais.
"O escopo desta avaliação inclui o processo conjunto para embarcações selecionadas como alvo na área de responsabilidade do Comando Sul dos EUA, como parte da Operação Lança do Sul”, informou o escritório do Inspetor-Geral independente do Pentágono, em comunicado à Bloomberg News.
O objetivo da avaliação é determinar se o Pentágono seguiu um processo de seis fases chamado Ciclo Conjunto de Seleção de Alvos (Joint Targeting Cycle, em inglês), escreveu Bryan T. Clark, inspetor-geral assistente, em um memorando de 11 de maio enviado ao general Joseph Donovan, líder do Comando Sul dos EUA, e a Bradley Hansell, subsecretário de inteligência e segurança. A investigação foi iniciada pelo próprio órgão e não em resposta a um pedido do Congresso, informou a agência.
"Realizaremos a avaliação no Pentágono e na sede do Comando Sul [e] poderemos identificar locais adicionais durante a avaliação", disse Clark.
(Com Bloomberg e AFP)
*Matéria em atualização
