Review | Kraken Kitty V3 Pro tem orelhinhas que conquistam, mas preço pesa

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Fonte da notícia: Techtudo Techtudo

O headset Razer Kraken Kitty V3 Pro é a versão "fofa" do modelo intermediário da marca, focado em jogos competitivos, mas com uma apresentação cheia de personalidade. O Kitty chama a atenção pelas orelhas de gatinho com luzes RGB, que não passam despercebidas. Ele também traz um conjunto interessante de recursos, como drivers de 40 mm nas conchas e compatibilidade com a tecnologia HyperSpeed da marca, que promete diminuir o tempo de lag, o que faz muita diferença em games competitivos como Counter-Strike, Rainbow Six e Valorant.

O fone pode ser usado via Bluetooth (5.3) ou Wireless e é compatível com dispositivos como notebooks, computadores e PlayStation, além de contar com uma saída P2. O preço oficial é de US$ 179 (R$ 935 em conversão direta) e embora não seja comercializado oficialmente pela marca no Brasil, é possível importá-lo no e-commerce por valores que giram entre R$ 1.200 e R$ 1.400. Mas será que, para além do carisma, ele consegue entregar desempenho em uma faixa de preço já considerada alta? É o que você vai descobrir nessa análise. Veja, a seguir.

🔎 Como escolher um headset gamer? Veja o guia completo 🔔 Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews Headset Razer Luiza M. Martins/TechTudo 👉 Quais são os melhores jogos de navegador? Opine no Fórum do TechTudo Review | Razer Kraken Kitty V3 Pro tem orelhinhas conquistam, mas o preço pesa: Ficha técnica do Razer Kraken Kitty V3 Pro Design ⭐⭐⭐⭐ Qualidade do Som ⭐⭐⭐⭐ Conectividade e recursos extras ⭐⭐⭐⭐ Microfone e Bateria ⭐⭐⭐⭐ Vale a pena comprar o Kraken Kitty V3 Pro da Razer? Ficha técnica do Razer Kraken Kitty V3 Pro Resposta de frequência: 20 Hz – 28 kHz Impedância: 32 Ω Sensibilidade: 98 dBSPL/mW a 1 kHz (HATS) Drivers: 40 mm Tipo de driver: Razer TriForce Titanium Formato das conchas: oval Diâmetro interno das conchas: 45 x 62 mm Material das almofadas: couro sintético com espuma viscoelástica Cancelamento de ruído: não possui Conexões: wireless 2,4 GHz, Bluetooth e USB Peso: 390 g Microfone: retrátil Razer HyperClear Super Wideband Padrão de captação do microfone: unidirecional Resposta de frequência do microfone: 100 Hz – 10 kHz Sensibilidade do microfone: -42 ± 3 dBV/Pa a 1 kHz Áudio surround virtual: THX Spatial Audio (disponível apenas no Windows 10 de 64 bits ou superior) Controles: botão de silenciamento do microfone, controle de equilíbrio entre jogo e chat, botão Razer SmartSwitch e roda de volume Bateria: até 70 horas com iluminação desligada e conexão 2,4 GHz; até 30 horas com iluminação ligada e conexão 2,4 GHz Iluminação: Razer Chroma RGB nas orelhas e conchas, com orelhas reativas a jogos e transmissões Conexão wireless: 2,4 GHz via dongle USB-C ou Bluetooth 5.3 Conexão com fio: USB-A 1. Design ⭐⭐⭐⭐ O design do Razer Kraken Kitty V3 Pro é, na minha opinião, bastante nichado – não é qualquer pessoa que vai querer comprar um fone de ouvido com orelhas de gatinho, iluminação RGB e essa estética mais chamativa, principalmente em cores como o rosa (ou Quartz, como a marca chama). O modelo também está disponível em branco e em uma opção preta, que acaba sendo um pouco mais discreta, mas eu admito que a que me ganhou foi a rosa, que foi a que eu testei aqui no TechTudo. Feito esse adendo, eu achei o fone uma graça e acredito que, se você compra a proposta, o design é bem legal. Ao pegar o fone pela primeira vez, ele passa uma sensação de produto robusto, principalmente por conta do porte e da sensação de toque suave do acolchoamento. Eu, particularmente, não sou muito fã desse courino usado em fones de ouvido porque, principalmente em produtos mais caros, sempre fico com receio de que o material comece a descascar com o tempo por causa do suor e do contato constante com a pele. O Kraken Kitty V3 Pro tem uma espuma de ótima qualidade Luiza M. Martins/TechTudo No Kraken Kitty V3 Pro, porém, a espuma parece ser revestida por um courino de boa qualidade. Claro, com poucas semanas de teste, não tenho como avaliar isso ainda, mas, pelo menos, a primeira impressão é de um produto superior àquele poliuretano tradicional. Segundo a Razer, o material utilizado é um mix de tecido com couro sintético para fornecer um isolamento passivo melhor dos ruídos. Bom, se deu certo ou não, eu conto melhor na parte de análise da qualidade sonora, mas, pelo menos no design, funciona muito bem. O material externo da carcaça, no entanto, não parece ter o mesmo cuidado. O corpo do fone é de um plástico rígido e, para mim, não transmite tanto a sensação de um produto refinado. Nesse sentido, lembra mais os headsets de entrada, como o HyperX Cloud Stinger, do que modelos mais parrudos da própria Razer. Eu sei que, olhando para a linha de fones da marca, o Kitty V3 Pro não está necessariamente no segmento high-end, mas estamos falando de um headset de US$ 180 que, mesmo sem venda oficial no Brasil, chega por aqui por mais de R$ 1 mil quando importado. Não é o preço de um modelo de entrada, então acho que dá para exigir um plástico de qualidade um pouco melhor. O corpo do fone, no entanto, poderia ser de um plástico melhor Luiza M. Martins/TechTudo Falo isso porque existe uma diferença bem perceptível quando comparo com a linha BlackShark, por exemplo, em que o plástico utilizado transmite uma sensação mais refinada e, no conjunto, o design passa uma impressão mais sofisticada. No caso do Kitty V3 Pro, no entanto, a diferença fica bem perceptível. Bem, pelo menos o material ajuda a manter o peso do headset bem leve – são 390 gramas, conforme divulgado pela Razer. De fato, apesar de grande, o fone não pesa na cabeça, o que é ótimo para quem passa longas horas com ele. O conforto, aliás, é um ponto bastante positivo. O Kitty V3 Pro utiliza uma espuma viscoelástica de alta densidade na parte do arco e também na região das orelhas, que, segundo a marca, se adapta melhor ao formato da cabeça para maior conforto. De fato, além de todo o conjunto ser bem acolchoado, na cabeça, ele fica muito confortável. Eu gosto particularmente de headsets over-ear, que cobrem bem as orelhas, e isso também contribuiu para a boa experiência que tive com a qualidade de som. Agora, é válido mencionar mais uma vez: visualmente, o Kitty é um fone bem grande. As conchas têm 45 mm de largura x 62 mm de comprimento e, quando coloquei na cabeça e me olhei no espelho pela primeira vez, fiquei um pouco assustada com o tamanho. Talvez essa percepção também pelo fato de eu normalmente usar headphones pretos, que acabam se misturando mais ao meu cabelo e ficam discretos. O Kitty V3 Pro, especialmente nessa versão rosa, definitivamente não passa despercebido – o que, para mim, faz parte da proposta do produto. O Kitty é bem grande – a ponto de fazer com que eu o estranhasse na minha cabeça Luiza M. Martins/TechTudo Quem compra um produto com orelhas de gatinho e iluminação RGB nas orelhas e na parte lateral, provavelmente não está procurando discrição. Vale destacar, inclusive, que as luzes podem ser controladas pelo aplicativo da Razer tanto nos celulares quanto nos computadores e, além de você poder escolher cores estáticas para compor a estética dos fones, pode, inclusive, colocá-lo para piscar em praticamente todas as cores o tempo inteiro.

É o que a gente comentou na redação quando recebemos: o fone é o equivalente socialmente (quase) aceitável a "colocar uma melancia no pescoço" – e tudo bem. Para quem gosta de uma estética na "pegada" kawaii e quer, por exemplo, usar o headset em uma live, chamar atenção faz parte da graça. Os botões do Kitty, no entanto, são bem localizados e têm tamanhos bem diferentes Luiza M. Martins/TechTudo Outra coisa que gostei bastante no design foi a solução para o microfone embutido. O Kitty V3 Pro consegue esconder praticamente todo o microfone dentro da estrutura do headset, na região próxima aos drivers. Ele fica bem integrado ao conjunto, sem aquela haste permanentemente sobrando para fora o tempo inteiro, o que eu achei bem legal. Também gostei bastante da posição dos controles. A rodinha de volume e os demais botões ficam em uma região fácil de alcançar e, apesar de a construção deles também me passar uma sensação um pouco mais de entrada, a disposição é bastante intuitiva. Os botões têm tamanhos diferentes, então dá para identificar o que você está apertando sem precisar olhar. Enquanto estava jogando, não senti necessidade de ficar tirando o fone da cabeça para procurar os controles. E, para mim, isso é um ganho importante em um headset. 2. Qualidade de som ⭐⭐⭐⭐ A qualidade sonora do Kitty V3 Pro, no geral, é bem satisfatória. Usei o fone tanto para jogar no PlayStation 5 (PS5) quanto para ouvir música diretamente no celular e, nesse segundo caso, achei a experiência bem OK. É uma característica que já percebi em outros fones da Razer: a proposta não é que eles sejam necessariamente o seu dispositivo principal para ouvir música, e sim que tenham a capacidade de complementar a experiência para quem compra o headset pensando em jogar. Quando o assunto são as músicas, o Kraken Kitty não tem, por exemplo, tons tão bem definidos. Usando-o com esse fim, achei que o áudio fica muito concentrado nos médios. O grave não é muito marcante, então falta aquela sensação de estar ouvindo a música em várias camadas. Usei o fone na redação do TechTudo e também compartilhei com outras pessoas, e a sensação geral foi justamente essa: ele não entrega um som profundo, com um grave brabíssimo, e a equalização, que pode ser feita por meio do aplicativo, também não interfere tanto nesse comportamento. Há, inclusive, alguns modos disponíveis, como música, jogos e filmes, mas as diferenças não são tão grandes. Para músicas, o Kitty é um bom quebra galho Luiza M. Martins/TechTudo Então, para quem é entusiasta de áudio e sente necessidade de ouvir cada detalhe dos instrumentos, isso faz falta. Por isso, acredito que, para quem quer um único fone para jogar e ouvir música em casa, sem fazer muita questão de uma experiência sonora mais refinada, o Kitty V3 Pro dá conta. Mas ele definitivamente não é um headset que eu escolheria pensando prioritariamente em música. Nem de longe ele se compara a opções focadas nessa característica e com faixas de preço similares, como o Kuba Disco 2 Bluetooth ou o JBL Tour One M3. Entretanto, vale sempre a pena lembrar: tudo é contexto. Para quem usa o headset para jogar e ouvir música casualmente — o que eu acredito que deve ser o perfil que justifique a compra, nesse caso —, isso não chega a ser um problema, porque é nos jogos que ele realmente brilha. O áudio espacial THX com som 7.1 surround é muito, muito bom, e você consegue discernir com facilidade de onde vem cada mínimo detalhe que acontece in game.

Em jogos em que é importante identificar a posição dos inimigos, por exemplo, isso faz bastante diferença. Joguei bastante 007 First Light com ele, e toda a parte de stealth é bastante precisa. Mesmo longe dos inimigos, eu conseguia ouvir conversas, passos e avisos, ficando bem mais fácil entender de onde eles viriam. O mesmo aconteceu com Rainbow Six Siege, ele me ajudou a ouvir a movimentação dos inimigos com mais precisão, o que faz toda a diferença no meio da trocação de tiros. Pelo barulho dos disparos e explosões, que é bem nítido e não tem lag nenhum, deu para pensar em toda uma estratégia de invasão dos mapas.

Joguei bastante 007 First Light com ele, e toda a parte de stealth é bastante precisa Luiza M. Martins/TechTudo O acolchoamento de espuma revestido de courino também ajuda no isolamento passivo. Apesar de não ter cancelamento de ruído — algo que, para mim, deveria existir nessa faixa de preço —, você fica bastante imerso na experiência. O volume também é alto o suficiente para abafar sons mais baixos ao redor durante a jogatina, embora não chegue a ser estrondoso. Pelo menos comigo, que não tenho perda auditiva e jogo em um quarto silencioso, a imersão foi muito boa, embora eu reconheça que o Kitty talvez não seja suficientemente alto para situações em que há mais barulho vindo do exterior. No geral, considero que os drivers de 40 mm fazem bem o trabalho. Como os jogos não exigem a mesma variação tonal de uma música, o fato de o áudio não variar tanto pesa menos na experiência. Nesse caso, como os critérios mais importantes são a clareza e a espacialidade, o Kitty V3 Pro se sai bem na tarefa. Além disso, as posições dos botões de volume na lateral que facilitam bastante fazer ajustes durante a jogatina, uma vez que eles têm tamanhos e formatos diferentes. E não tive problemas de conexão nos jogos, tanto no modo wireless quanto no Bluetooth. 3. Conectividade e recursos extras ⭐⭐⭐⭐ Em relação à conectividade, o Kraken Kitty V3 Pro é compatível com conexão wireless por meio de um dongle USB-C. O acessório pode ser conectado ao PlayStation, PC (MacOS, Windows e Linux) e Nintendo Switch, e a Razer também envia um adaptador na caixa para quem tem um computador mais antigo ou não conta com uma entrada USB-C disponível. O headset também funciona por Bluetooth diretamente no celular e, aqui, há um recurso que achei particularmente útil: é possível manter o wireless e o Bluetooth conectados simultaneamente. Na prática, isso significa que você pode estar jogando no PlayStation com o dongle conectado e, ao mesmo tempo, deixar o celular pareado ao headset. Quando quiser mudar a fonte de áudio, basta usar o botão de função para alternar entre as duas conexões. O LED das orelhas pode ser controlado pelo aplicativo da Razer em celulares e PCs Luiza M. Martins/TechTudo Se você, como eu, tem mania de parar de jogar e pegar o celular para assistir a um vídeo, por exemplo, não precisa desconectar o dongle ou refazer o pareamento. É só fazer a troca manualmente pelo botão e o áudio passa a sair pelo celular. É um recurso simples, mas que deixa o uso cotidiano bem mais prático e funciona muito bem.

Uma coisa que vale muito o destaque é a velocidade de conexão. Esse traz a tecnologia HyperSpeed da Razer, que é focada em diminuir o delay entre o que acontece no jogo e o estímulo que chega ao (nesse caso, aos ouvidos do) jogador. Eu, particularmente, acho esse recurso muito interessante para quem joga games competitivos.

Como jogadora, o meu perfil é mais do single-player então, em tese, é algo que não afeta tanto a minha gameplay. Dito isso, é impossível não notar que a resposta parece pelo menos meio segundo mais rápida do que outros modelos gamers que já experimentei. Isso faz toda a diferença para quem quer supreender um inimigo em jogos como Counter Strike, por exemplo.

As funções de conectividade do Kitty fazem que ele seja bastante versátil Luiza M. Martins/TechTudo A parte mais interessante dos recursos extras, porém, fica por conta da integração com o ecossistema da Razer. Pelo aplicativo da marca, o Razer Audio, dá para controlar as luzes RGB do headset, incluindo as orelhinhas e a iluminação nas laterais, o que abre margem para personalizar bastante a aparência do fone. Pelo app, ainda dá para controlar configurações relacionadas à conectividade, equalização e microfone. Então, apesar de não ser um headset cheio de recursos adicionais, ele oferece bastante possibilidade de personalização, principalmente para quem gosta de mexer na estética e adaptar o funcionamento do produto ao próprio uso. O problema volta a ser o preço. Como já falei, apesar de custar quase um salário mínimo quando importado, o Kitty V3 Pro não está no topo da linha da Razer. É um modelo mais intermediário dentro do catálogo da marca, o que torna o custo-benefício um pouco complicado. A conectividade e os recursos funcionam bem, mas, nessa faixa de preço, eu esperava alguns diferenciais a mais.

4. Microfone e bateria ⭐⭐⭐⭐ O microfone do Kitty V3 Pro utiliza a tecnologia HyperClear da Razer e, pelo menos nos testes que fiz, entrega um resultado bastante satisfatório. A captação da voz é clara e o microfone consegue filtrar bem os ruídos ao redor, mantendo o foco na pessoa que está falando, mesmo sem ter o cancelamento de ruído (ANC) que as linhas mais premium da marca trazem.

Na prática, isso faz dele uma boa opção para quem pretende usar o headset em partidas online ou até mesmo fazer streams de jogos. Durante os testes, percebi que os sons do ambiente não vazam tanto para a transmissão ou para a conversa, o que ajuda bastante quando você está falando enquanto joga. O microfone é retrátil e fica recolhido em torno dos drivers, o que eu achei uma solução muito bem pensada Luiza M. Martins/TechTudo Já quando o assunto é a bateria, Razer promete até 70 horas de autonomia para o Kitty V3 Pro, e os primeiros testes que fiz indicam que a bateria realmente dura bastante. O headset chegou para mim com 50% de carga e, durante aproximadamente cinco horas de uso misto, onde intercalei músicas e gameplay – com as orelhas no brilho máximo, cabe ressaltar – o indicador caiu menos de 10% da carga.

Mantendo exatamente esse ritmo, a autonomia ficaria entre 50 e 60 horas, o que é abaixo do que a fabricante promete, mas ainda assim é bem bom. Cabe ressaltar que o consumo também vai variar com fatores como o nível de volume e a utilização do RGB. A carga completa, por outro lado, levou cerca de duas horas e meia.

5. Vale a pena comprar o Razer Kraken Kitty V3 Pro? Para mim, depois de usar o Kitty V3 Pro, a principal conclusão é que ele é um fone que tem seu público, mas que não deve agradar a todo mundo. Ele atende muito bem a quem procura um headset com uma proposta específica: algo kawaii, fofinho, chamativo e que combine, por exemplo, com quem faz streams e quer que o equipamento também faça parte da estética da transmissão. Nesses termos, ele cumpre bem a função. O microfone é bom, o som é competente para jogos e a navegação pelos recursos do headset é relativamente simples. O “feijão com arroz” aqui é muito bem temperado e, se essa é a experiência que você procura, acho que ele é uma opção válida. A questão maior, aos meus olhos, é o preço. Por cerca de R$ 1.400 no Brasil, você encontra produtos muito mais completos e com tecnologias que atendem a públicos mais diversificados. O JBL Quantum 910, por exemplo, traz recursos como cancelamento de ruído e rastreamento de cabeça custando bem menos que o Kitty. Kraken Kitty V3 Pro cumpre bem a função para quem quer uma experiência básica, mas de qualidade Luiza M. Martins/TechTudo Dentro da própria Razer, o BlackShark V3 Pro é bem mais completo, apesar de ser um pouco mais caro. Já no Kraken V4 X Sensa HD Haptics, a marca traz uma tecnologia que faz o headset reagir ao que acontece no jogo por meio de feedback háptico. No Kitty V3 Pro, pelo preço, eu esperava algo nessa linha; talvez até uma integração maior entre as luzes RGB e os jogos. Seria uma maneira de fazer as orelhinhas e a iluminação deixarem de ser apenas um elemento estético e passarem a fazer parte da experiência. Isso evidencia que, na minha leitura, o Kitty não é um modelo em que a Razer colocou toda a sua tecnologia. Não há cancelamento de ruído no headset, o microfone não oferece o nível de recursos que eu esperaria nessa faixa de preço e os materiais utilizados na construção também são mais simples. Então, se a sua prioridade é comprar um headset gamer que entregue ainda mais recursos com esse mesmo dinheiro, existem opções melhores — sobretudo se você não é um jogador de competitivo e pode abrir mão de tecnologias como o HyperSpeed, por exemplo. Agora, se você quer um bom headset gamer que também seja fofo, chame atenção, fique bonito em uma live e renda algumas brincadeiras com os amigos por causa das orelhinhas brilhantes, aí a conversa muda. Ele é confortável, tem boa qualidade sonora para jogos, um microfone competente e uma estética que nenhum headset convencional consegue reproduzir. Embora não seja unanimidade, Kitty tem seu público e, também, charme próprio Luiza M. Martins/TechTudo Por todos esses fatores, meu veredito é que o Kraken Kitty V3 Pro é muito estético, muito fofo e muito confortável. Com certeza vai virar um ponto turístico na sua casa quando os amigos forem te visitar. Mas, particularmente, acho que R$ 1.400 é muito dinheiro pelo que ele entrega em termos de tecnologia. Por isso, nesse caso, considero que a decisão de compra depende muito do uso. Existe, sim, um perfil de consumidor para quem o Kitty V3 Pro vale a pena, mas acredito que muita gente pode acabar não ficando plenamente satisfeita com ele — seja por ser “muito, muito” em termos de design, seja por ser caro demais para os recursos que oferece, abrindo margem para opções melhores no mercado. Ao final dessa análise, minha impressão é que o preço está acima do que ele entrega em termos de tecnologia, sobretudo quando consideramos a realidade brasileira. Ainda assim, não há como negar que é um produto muito carismático. Entendo que o charme do fone está mais no design do que na tecnologia embarcada, mas eu estaria mentindo descaradamente se dissesse para vocês que o “gatinho” da Razer não me conquistou. Apesar do preço alto, a capacidade de me fazer rir ao ver orelhinhas rosas refletidas em todos os vidros e espelhos da minha casa é ímpar e simplesmente impagável. ⭐ Nota final: 4,0 estrelas de 5

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