Review Galaxy S26 Ultra: análise definitiva após 6 meses; vale a pena?

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Fonte da notícia: Techtudo Techtudo

O Galaxy S26 Ultra é um dos celulares mais completos disponíveis no Brasil. Lançado no Brasil em março deste ano com preços a partir de R$ 11.499, ele pode ser encontrado por cerca de R$ 8.250 no e-commerce e desponta como a principal opção no universo Android para quem quer um smartphone com câmeras de ponta, desempenho de sobra e uma tela de alta qualidade com um recurso ausente em qualquer concorrente: o modo de privacidade. Estrela do lançamento, a tecnologia combina hardware e software para limitar o ângulo de visão do display e proteger informações sensíveis de olhares curiosos. Além disso, a Samsung fez melhorias nas câmeras, que agora captam mais luz, deixou o celular mais fino e leve e ainda o equipou com um dos processadores mais poderosos do mundo. Por outro lado, a fabricante sul-coreana repetiu a bateria de 5.000 mAh, capacidade que se mantém desde o Galaxy S20 Ultra, e a câmera telefoto de 10 megapixels (MP), que também já está fazendo hora extra na linha Ultra. 📲 Review iPhone 17: tela de 120 Hz e novas câmeras se destacam 🔎Galaxy S25 Ultra em review: celular repete acertos e traz foco em IA Galaxy S26 Ultra é o atual topo de linha da Samsung Ana Loubak/TechTudo ➡️ Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews 📝Galaxy S26 Ultra vs iPhone 17 Pro Max: qual é o melhor? Opine no Fórum do TechTudo

Após acompanhar o lançamento da linha Galaxy S26 em São Francisco, Califórnia (EUA), abandonei o meu celular pessoal, um iPhone 15, e adotei o Galaxy S26 Ultra como aparelho principal. Ao longo dos últimos seis meses, coloquei o topo de linha da Samsung à prova em diversas situações, desde o uso comum do dia a dia a coberturas de eventos. Nas linhas a seguir, compartilho como o smartphone se saiu depois de tanto tempo de uso e se ele realmente vale a pena. Confira.

Galaxy S26 Ultra após 6 meses de uso: vale a pena comprar o celular? No índice abaixo, confira todos os tópicos tratados neste review. Ficha técnica do Galaxy S26 Ultra Design ⭐⭐⭐⭐ Tela ⭐⭐⭐⭐⭐ Câmera ⭐⭐⭐⭐⭐ Desempenho e armazenamento ⭐⭐⭐⭐⭐ Bateria ⭐⭐⭐⭐ Sistema e recursos ⭐⭐⭐⭐⭐ Galaxy S26 Ultra vale a pena? Ficha técnica do Galaxy S26 Ultra Tamanho da tela: 6,9 polegadas Resolução da tela: QHD+ (3.120 x 1.440 pixels) Painel da tela: AMOLED Dinâmico 2X Câmeras traseiras: 200 MP + 50 MP + 50 MP + 10 MP Câmera frontal: 12 MP Processador: Snapdragon 8 Elite Gen 5 para Galaxy Sistema Operacional: Android 16 (One UI 8.5) Memória RAM: 12 GB ou 16 GB Armazenamento: 256 GB, 512 GB ou 1 TB Cartão de memória: não possui Bateria: 5.000 mAh Peso: 214 gramas Dimensões: 163,6 x 78,1 x 7,9 mm Cores: violeta, branco, preto, azul, dourado e prata Lançamento: fevereiro de 2026 Preço de lançamento: a partir de R$ 11.499 Design ⭐⭐⭐⭐ O Galaxy S26 Ultra marca uma mudança importante no visual da linha Ultra. Depois de algumas gerações com bordas retas e visual mais rígido, a Samsung voltou a apostar em cantos arredondados. Além disso, o conjunto de câmeras ganhou um novo visual. Em vez das lentes "flutuantes" das gerações anteriores, o S26 Ultra adota um módulo integrado em formato de pílula, que dá um aspecto mais premium ao celular.

Outra mudança está na construção. Nesta geração, a Samsung trocou o titânio pelo alumínio, mudança que ajudou o smartphone a ficar mais leve, com peso de 214 gramas (contra X do S25 Ultra). O S26 Ultra também está mais fino, com apenas 7,9 mm de espessura. Na prática, a redução de espessura é perceptível e ajuda bastante na ergonomia — especialmente considerando que o S26 Ultra é um smartphone com tela grande de 6,9 polegadas. As bordas, que estão mais arredondadas, também contribuem para uma pegada mais confortável. Durante os quase seis meses de testes, não senti incômodo ao segurá-lo. Galaxy S26 Ultra tem construção premium Ana Loubak/TechTudo Ainda assim, preciso fazer uma ressalva quanto ao uso prolongado: o dedo mindinho pode acabar servindo involuntariamente como apoio na parte inferior do celular. Eu me peguei fazendo isso algumas vezes e, quando percebia, já tinha passado tempo suficiente nessa posição para sentir o dedo doer. Não chega a ser um problema exclusivo do S26 Ultra, mas é um hábito que vale evitar, especialmente para quem tem mãos menores, como eu.

O corpo largo também pode incomodar um pouco na hora de tirar selfies. Segurar o celular com uma só mão para ajustar o ângulo e, ao mesmo tempo, alcançar o botão de captura pode ser chato para quem tem mãozinhas. Felizmente, dá para contornar isso facilmente nas configurações da câmera ativando o botão flutuante de disparo, que permite posicionar um segundo disparador em qualquer canto mais acessível da tela. Mas o que mais me incomodou no design do S26 Ultra é que o módulo de câmeras é bastante protuberante e acaba formando um "calombo" na traseira. Com isso, o celular fica instável sobre superfícies como mesas, em uma espécie de "efeito gangorra". Usar uma capinha ajuda, mas não 100%, já que o relevo continua sobressaltado em relação à estrutura da case. Dá um pouco de nervoso.

Lateral do Galaxy S26 Ultra tem espessura reduzida Ana Loubak/TechTudo Apesar do perfil mais fino, o celular mantém construção resistente. A estrutura em Armor Aluminum é complementada por tecnologias da Corning nos vidros: Gorilla Armor 2 na parte frontal e Gorilla Glass Victus 2 na traseira, para proporcionar maior durabilidade contra impactos e riscos. Ele também tem certificação IP68, que protege contra a entrada de água e poeira.

Durante os testes, levei o Galaxy S26 Ultra à praia, e entrou um pouco de areia no conector USB-C. Ao tentar plugar o carregador, o celular exibiu uma mensagem de alerta, sinalizando obstrução. Foi quando eu lavei o smartphone com água corrente e decidi deixá-lo secar naturalmente. Cerca de uma hora depois, conectei o carregador e deu tudo certo: a recarga aconteceu normalmente, sem danos. Tanto o Galaxy S26 Ultra quanto as versões S26 e S26 Plus chegam ao mercado com a mesma paleta de cores: branco, preto, azul e violeta, opção recebida pelo TechTudo para testes. As opções dourado e prata são exclusivas para compra online nos canais oficiais da Samsung. Tela ⭐⭐⭐⭐⭐ A tela do Galaxy S26 Ultra mudou pouco em relação ao antecessor: segue com 6,9 polegadas, tecnologia AMOLED Dinâmico 2X, frequência adaptavel de 120 Hz e pico de brilho de 2.600 nits — atingido em condições específicas As configurações proporcionam uma experiência visual excelente, com destaque para a vivacidade das cores e a ótima visibilidade sob o sol. O gerenciamento de brilho automático do sistema é muito bom, e eu não me recordo de ter tido dificuldades para ler as informações da tela, mesmo em dias bem ensolarados.

A grande novidade neste quesito é a tela de privacidade, que roubou todas atenções no Galaxy Unpacked e me impressionou bastante à primeira vista. Combinando hardware e software, a tecnologia limita o ângulo de visão do display para impedir que outras pessoas vejam o conteúdo exibido na tela. Funciona assim: o sistema usa uma tecnologia chamada Flex Magic Pixel, que controla a emissão de luz no nível do pixel. No modo normal, todos os pixels funcionam, e a tela pode ser vista de qualquer ângulo. Já no modo de privacidade, os chamados "pixels estreitos" passam a operar de forma predominante, enquanto os "pixels largos" ficam reduzidos, diminuindo a visibilidade lateral. Tela do Galaxy S26 Ultra com e sem Modo Privacidade Ana Loubak/TechTudo O recurso é realmente útil e me deixou muito mais tranquila para fazer transações no transporte público ou trocar uma boa fofoquinha no WhatsApp em meio a pessoas próximas sem temer aquela espiada — aliás, a tecnologia só me fez perceber o quanto estamos expostos em ambientes públicos. A parte mais legal é a personalização: dá para ativar o modo de privacidade para todo o display; apenas para as notificações; apenas para senhas; e para apps específicos.

Existe uma pequena redução no brilho e na vivacidade das cores quando o recurso está ativado — mais perceptível no modo de proteção total —, mas não chegou a me incomodar. O que acaba sendo chato é a limitação nos ângulos de visão se você não está de frente para o celular. Quando o S26 Ultra está sobre a mesa de trabalho e chega uma notificação, por exemplo, preciso pegar o aparelho para visualizar o conteúdo, porque a tela, mais escurecida, não me permite ver.

Tela do Galaxy S26 Ultra tem tecnologia Corning Gorilla Armor 2 Ana Loubak/TechTudo Conforme mencionei no tópico anterior, a tela do Galaxy S26 Ultra tem tecnologia Corning Gorilla Armor 2, revestimento de tela com vidro cerâmico antirreflexo e resistente a riscos. Apesar de ser um reforço importante, ela não substitui a aplicação de uma película de proteção. Digo isso porque, após seis meses de uso, a tela do celular ganhou alguns bons riscos.

É importante dizer que, ao longo desse período, o celular sofreu quedas e foi transportado em bolsas junto a chaves, por exemplo, então eu não considero o resultado ruim — muito pelo contrário. A questão é que, diferente de mim, que recebi o celular via empréstimo da Samsung, você provavelmente irá desembolsar uma boa grana no S26 Ultra, então é interessante protegê-lo como puder — seu bolso agradece.

Câmera ⭐⭐⭐⭐⭐ Apesar de preservar a configuração do ano anterior, o conjunto de câmeras do Galaxy S26 Ultra ganhou lentes com abertura maior. A principal, antes com f/1.7, agora tem abertura f/1.4, enquanto a telefoto de 50 MP foi de f/3.4 para f/2.9. Segundo a Samsung, as mudanças devem proporcionar 47% e 37% mais entrada de luz.

Câmeras traseiras do Galaxy S26 Ultra Ana Loubak/TechTudo O conjunto ficou assim: Câmera principal de 200 MP (f/1.4); Telefoto de 50 MP (f/2.9, zoom óptico de 5x); Telefoto de 10 MP (f/2.4, zoom óptico de 3x); Ultrawide de 50 MP (f/1.9); Frontal de 12 MP (f/2.2). Galerias Relacionadas No dia a dia, a melhoria é perceptível. As fotos do celular são extremamente bem iluminadas, com cores vibrantes, mas fiéis à realidade. A melhoria é ainda mais perceptível à noite, e eu gostei bastante das fotos de paisagens tiradas pelo S26 Ultra em condições de baixa luminosidade, ainda que um olhar mais atento consiga identificar a presença de ruído. Em fotos de pessoas, porém, o Nightography às vezes aplica um pós-processamento mais agressivo, e a textura de pele é suavizada. Double deck bus e Elizabeth Tower; foto tirada com câmera principal do Galaxy S26 Ultra Ana Letícia Loubak/TechTudo Rio de Janeiro à noite; foto tirada com câmera principal do Galaxy S26 Ultra Ana Letícia Loubak/TechTudo Outro benefício da abertura maior é que o bokeh (desfoque de fundo) fica mais natural e agradável, mesmo sem o modo Retrato ativado. Falando nele, aliás, o recurso é eficiente, e consegue lidar bem com a maioria dos contornos ao separar objeto e fundo. Ainda assim, o software, de vez em quando, mostra certa dificuldade com alguns detalhes, como fios de cabelo cacheado — algo que não notei, por exemplo, no intermediário realme 16 Pro Plus. Ana no Rio de Janeiro; foto tirada com câmera principal do Galaxy S26 Ultra, modo retrato Ana Letícia Loubak/TechTudo Para mim, o alcance dinâmico é o aspecto mais impressionante. Em cenas de alto contraste, áreas de sombra, como regiões sob árvores, preservam informação sem gerar ruídos perceptíveis. Ao mesmo tempo, as áreas iluminadas, como reflexos de sol, mantêm textura e definição sem estourar. A nitidez também se destaca, especialmente nas câmeras principal e telefoto de 50 MP, com preservação impressionante de texturas. A mesma resolução aparece na câmera ultrawide, uma das que menos utilizei durante os testes. O motivo não tem nada a ver com a qualidade das fotos, que são ótimas, com HDR eficiente e cores consistentes com as da lente principal, mas sim com uma questão de gosto pessoal. Focada no registro de paisagens com ângulos mais abertos e fotos em grupo, a lente ultrawide tinha 12 MP até o Galaxy S25 Ultra, quando recebeu um upgrade — motivo de elogios do meu colega Rubens Achilles no review do celular. Lago; foto tirada com câmera ultrawide do Galaxy S26 Ultra Ana Letícia Loubak/TechTudo Para mim, a Samsung poderia fazer algo parecido com a lente telefoto de 10 MP, que já está fazendo hora extra na linha S Ultra. Essa foi a única câmera que evitei constantemente, por não gostar dos resultados entregues. As fotos têm cores notadamente mais apagadas em relação às das demais lentes, e a nitidez também é menor.

Elizabeth Tower; foto tirada com câmera telefoto de 10 MP do Galaxy S26 Ultra Ana Letícia Loubak/TechTudo Além disso, por ter um sensor menor que o da lente principal ou da telefoto de 5x, ela tende a sofrer um pouco mais em ambientes escuros, exigindo mais do algoritmo para reduzir ruído. Em cenas noturnas, principalmente, optei pelo zoom de 2x, que é um crop da lente principal de 200 MP. Os resultados foram bem mais agradáveis em termos de cores, luminosidade e nitidez.

Aliás, por falar em zoom, as aproximações de 10x preservam excelente qualidade e ajudam a garantir cliques macro bem bonitos, como o das fotos abaixo. Avançando um pouco mais, de 20 a 30x, é possível até mesmo registrar a Lua, mas com perda de definição já perceptível. Folha com gotas d'água; foto tirada com zoom de 10x do Galaxy S26 Ultra Ana Letícia Loubak/TechTudo Libélula; foto tirada com zoom de 10x do Galaxy S26 Ultra Ana Letícia Loubak/TechTudo Lua; foto tirada com super zoom do Galaxy S26 Ultra Ana Letícia Loubak/TechTudo A câmera frontal, por sua vez, segue com as mesmas configurações, mas recebeu otimizações no processador de sinal de imagem para entregar selfies mais fiéis à realidade. Ao longo desses seis meses de testes, fiquei bastante satisfeita com o resultado: as texturas da pele foram preservadas, e as cores são agradáveis. Ainda assim, acredito que a câmera merecia um upgrade mais significativo. Selfie tirada com câmera frontal do Galaxy S26 Ultra Ana Letícia Loubak/TechTudo Vídeo No vídeo, o destaque vai para a superestabilização com bloqueio de horizonte. O recurso, que usa dados do acelerômetro e giroscópio para "travar" o horizonte, mesmo com rotações bruscas, não é exatamente novidade no mercado. Ele foi apresentado pela primeira vez em 2023, pela Motorola.

A diferença é que a Samsung conseguiu executá-lo muito melhor que a concorrente. Com o S26 Ultra, as imagens mantêm a estabilidade e a fluidez, ainda que você gire o celular por completo. No Motorola Signature, apesar de o horizonte travar, o resultado não é tão bom: dá para notar umas tremidinhas entre os quadros, e até uma certa queda de taxa de bits.

iPhone 17 vs Galaxy S26 Ultra: testamos a estabilização! Outra novidade é o suporte ao codec APV, que oferece qualidade praticamente sem perdas mesmo após múltiplas edições. Ele está disponível dentro do modo Video Profissional, mas precisa ser habilitado nas configurações. Recomendo habilitá-lo só se você for filmmakers ou criador de conteúdo e precisar fazer ajustes de cor na pós produção, porque ele gera arquivos muito pesados — justamente por conta da preservação de detalhes.

Nos meus testes, uma gravação de 2 minutos em 4K a 60 fps gerou um arquivo de impressionantes 27,53 GB. Para fins de comparação, um vídeo de mesma duração e configuração, mas gravado no modo de vídeo tradicional, ficou com 657 MB — ou seja, 42 vezes menor que o arquivo APV. Você pode gravar em até 8K a 24/30 fps.

Para quem quer ter mais liberdade criativa, mas não pode dispor de tanto espaço assim e não tem muita intimidade com softwares profissionais, uma opção é gravar no modo Log e escolher um dos cinco LUTs oferecidos pela própria Samsung direto no editor de fotos (ícone de sol). Há desde perfis com tons mais alaranjados até opções mais pastel, para diferentes gostos.

Câmera do Galaxy S26 Ultra tem modo profissional para vídeos Ana Loubak/TechTudo Apesar de não ser possível editar os presets em si, você consegue ajustar atributos como brilho, contraste, temperatura e saturação. O arquivo é mais pesado que o gerado pelo vídeo tradicional, mas mas leve que os de formato APV. Por aqui, um vídeo de 2 minutos em 4K a 60 fps deu 2,18 GB. Agora, se você não é um profissional de vídeo, vai ficar mais do que satisfeito com as gravações do S26 Ultra no modo padrão. Os vídeos acompanham a qualidade das câmeras e entregam resultados muito consistente, com ótima nitidez e alcance dinâmico, cores bonitas e alternância de foco suave.

Bateria ⭐⭐⭐⭐ A bateria do Galaxy S26 Ultra tem capacidade de 5.000 mAh, a mesma desde o lançamento do Galaxy S20 Ultra, em 2020. Confesso que isso me frustra um pouco, considerando que fabricantes chinesas já avançam bastante no uso de baterias de maior densidade energética e tecnologias como silício-carbono — que só apareceu nos celulares da Samsung na linha Galaxy Z 8, lançada em julho deste ano. Mas vamos falar do que realmente interessa: a autonomia de energia. Usando o Galaxy S26 Ultra como meu celular pessoal há cerca de seis meses, posso dizer que ele aguenta um dia inteiro de uso moderadamente intenso, mas não muito mais do que isso.

Em geral, com cerca de 6h30 de tela ligada e um consumo que envolve assistir a vídeos em redes sociais, streaming de música, uso de aplicativos de reunião, capturas pontuais de foto e alternância entre dados móveis e Wi-Fi, ainda tenho 20% de bateria restante ao chegar em casa. É um resultado bom, mas que não impressiona. Galaxy S26 Ultra tem bateria de 5.000 mAh Ana Loubak/TechTudo Por outro lado, em dias de uso bem intenso, é preciso levar um powerbank ou o carregador do celular ao sair de casa. Levei o Galaxy S26 Ultra para algumas coberturas de eventos, quando tiro bastante fotos, gravo vídeos em alta resolução e subo arquivos de mídia na nuvem, e a carga caiu com bem mais velocidade. Geralmente, 20 minutos de gravação em 4K a 60 fps drenam 10% da energia.

A boa notícia é que, como a Samsung elevou a potência do carregamento para 60W, alguns minutinhos na tomada já são suficientes para te dar energia para umas boas horas. Em um dos testes, o celular levou 19 minutos para ir de 0 a 55% de carga, e completou a recarga em exatamente uma (1) hora.

Desempenho ⭐⭐⭐⭐⭐ O Galaxy S26 Ultra vem com o Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy, processador fabricado em 3 nanômetros e otimizado especificamente para os aparelhos da Samsung. Com frequência máxima de até 4,74 GHz, o processador lidera o ranking da plataforma de benchmark AnTuTu e é, hoje, o mais poderoso do mundo. São três configurações disponíveis para o S26 Ultra: 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento; 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento; e 16 GB de RAM e 1 TB de armazenamento, opção que recebi da Samsung para testes. Generosos, os números fazem o Galaxy S26 Ultra impressionar nos testes de benchmark. No AnTuTu, ele marcou 3.531.660 pontos, o que o torna um dos topos de linha mais poderosos do Brasil.

Galaxy S26 Ultra tem alta colocação no ranking do AnTuTu Ana Loubak/TechTudo No dia a dia, o desempenho do celular é excepcional. Mesmo usando vários aplicativos ao mesmo tempo ou fazendo atividades mais exigentes, como edição de vídeos em 4K no CapCut, o S26 Ultra não travou ou engasgou. Em momentos de maior demanda, ele até esquentou um pouco, mas nada a ponto de forçar o encerramento de um aplicativo, por exemplo.

Sistema e recursos ⭐⭐⭐⭐⭐ Desde o Galaxy S24, a Samsung investe em inteligência artificial como um dos pilares da experiência com o smartphone, e o Galaxy S26 Ultra não foge à regra. Com a nova geração da Galaxy AI integrada à One UI 8.5, a fabricante promete dar os primeiros passos em direção à chamada "IA agêntica", em que o sistema antecipa necessidades e sugere ações com base no contexto de uso. Nesse sentido, a maior novidade é o Now Nudge, recurso capaz de interpretar contextos e auxiliar na tomada de decisões. Em uma conversa sobre um jantar com um amigo, por exemplo, o sistema pode exibir um alerta sugerindo abrir o calendário e, caso haja espaço livre na agenda, criar um compromisso no calendário. Na prática, porém, o recurso não funcionou tão bem no WhatsApp. Galaxy S26 Ultra roda sob os sistema One UI 8.5 da Samsung Ana Loubak/TechTudo Outra novidade é que o recurso Foto Inteligente agora permite editar imagens a partir de prompts. Basta digitar o que você quer mudar ou acrescentar à imagem, e o sistema retorna o resultado. Vale ressaltar que não dá para fazer absolutamente tudo que você imagina, já que existem restrições relacionadas a modificações corporais, por exemplo. Em geral, o resultados são muito bons e eficientes, mas há vezes em que a feature não responde direito, ou que simplesmente alucina.

LEIA: 5 recursos úteis de IA escondidos no Samsung que você pode ativar agora A Samsung ainda trouxe melhorias no scanner de documentos, no eliminador de ruído e no Now Brief. Como a Galaxy AI é um pacote bem extenso e completo, que cobre features de comunicação a edição de imagens e produtividade, decidi listar abaixo os recursos que melhor testei, por ordem de utilidade — ou quase isso.

Troca de cor de vestido com ajuda da Galaxy AI Ana Loubak/TechTudo Circule para Pesquisar: é extremamente útil para buscas visuais. Foi uma mão na roda para mim, que estou mobiliando apartamento: eu ia às lojas de móveis e decoração, abria a câmera e buscava opções parecidas — e mais baratas na internet. Nesta geração, ele foi otimizado para reconhecer múltiplos objetos simultaneamente; Assistente de chamadas: é a salvação de quem vive sendo perturbado por ligações incômodas. A IA da Samsung atende as chamadas por você, faz perguntas a quem está do outro lado da linha e mostra a transcrição na tela; Assistente de escrita: basta tocar na estrelinha da Galaxy AI no teclado Samsung para ter acesso aos recursos. Destaque para o tradutor de conversas, que dispensa ter que ficar abrindo o Google Tradutor, e para o corretor de gramática e ortografia, que oferece uma correção mais apurada que o corretor tradicional; Scanner de documentos: me fez dispensar a impressora scanner. Com a ajuda da IA, ele minimiza distorções, como orelhas de documentos grampeados, ajustando automaticamente perspectiva e bordas. O resultado são digitalizações bem mais alinhadas; Eliminador de ruído: é muito útil para limpar o áudio de gravações mais barulhentas, embora não substitua o uso de um microfone. Nesta versão da OneUI, ele deixou de ser restrito ao editor de vídeos do sistema e pode ser acionado pelo painel rápido, inclusive para melhorar a qualidade de vídeos vistos em apps como Instagram; Transcrição de gravações: é uma mão na roda para decupar entrevistas gravadas com o celular; Now Brief: ficou por último porque, mesmo após as melhorias prometidas pela Samsung, não consigo ver muita utilidade no recurso. Sigo achando as recomendações genéricas e vagas.

Para além da Galaxy AI, a OneUI 8.5 é uma interface bastante completa. Além de fornecer várias opções de personalização, ela é organizada e funcional. O destaque vai para a pesquisa do sistema, que faz uma varredura bem completa. Ao pesquisar por "Londres", por exemplo, o S26 Ultra mostrou fotos tiradas na cidade (galeria), compromissos agendados (calendário), meu cartão de embarque (carteira) e um rascunho de roteiro sobre o Galaxy Z Fold 8 (aplicativo Notas). Merece destaque também a S Pen, caneta stylus da Samsung que acompanha o celular e pode ser uma excelente aliada de quem quer mas produtividade. Há um espaço para guardá-la no canto inferior direito do celular, mas é preciso guardar do jeito certo, que é com o botão de clique virado para o lado interno/frontal do celular. Se você errar, ela ficará sobrando e saltada para fora da carcaça. Apesar de ter usado pouco a caneta, ela apresentou resposta muito rápida e ótima sensibilidade à pressão durante os testes. S Pen do Galaxy S26 Ultra Ana Loubak/TechTudo Assim como a geração anterior, o Galaxy S26 Ultra tem sete anos de atualizações de sistema e segurança garantidos, o que dá bastante fôlego de vida útil ao smartphone. No campo da conectividade, o celular oferece um conjunto avançado de tecnologias, incluindo Wi-Fi 7 de banda tripla, Bluetooth 6, suporte à rede 5G e NFC para pagamentos por aproximação.

Galaxy S26 Ultra vale a pena? Sim, o Galaxy S26 Ultra vale a pena, especialmente para quem procura um celular topo de linha completo, com câmeras excelentes, desempenho de sobra, tela de alta qualidade e recursos de software que ajudam de verdade no dia a dia. Depois de quase seis meses usando o aparelho como meu celular principal, não tenho dúvidas de que ele é o smartphone Android premium que mais faz sentido para compra no Brasil.

A tela de privacidade, embora não seja indispensável, é uma novidade bastante útil para quem costuma usar o celular em ambientes públicos. Ainda assim, a evolução em relação ao Galaxy S25 Ultra foi pontual. A Samsung aprimorou as câmeras, deixou o celular mais fino e leve e trouxe um processador ainda mais potente, mas a bateria de 5.000 mAh e a telefoto de 10 MP, que já estão fazendo hora extra na linha Ultra.

TESTAMOS O GALAXY S26 ULTRA! O celular da Samsung vale a pena? Por isso, se você busca custo-benefício, faz muito mais sentido optar pelo antecessor: o Galaxy S25 Ultra continua sendo uma excelente escolha e entrega boa parte da experiência do modelo mais novo. Hoje, ele aparece por cerca de R$ 5.343 (256 GB + 12 GB) — quase R$ 3.000 mais barato que o sucessor. Com a diferença, você ainda consegue comprar outros produtos do ecossistema Samsung, como um Galaxy Watch 8 (R$ 1.316) e um Galaxy Buds 4 Pro (R$ 1.350). Bem mais interessante.

Nota final: 4,6 de 5 estrelas ⭐

Nota de transparência: o TechTudo mantém uma parceria comercial com lojas parceiras. Ao clicar no link da varejista, o TechTudo pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação. Os preços mencionados podem sofrer variação e a disponibilidade dos produtos está sujeita aos estoques. Os valores indicados no texto são referentes ao mês de setembro de 2026.

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