Reunião do Copom: BC deve começar cortes de juros em 25 pontos, analisa economista-chefe do Banco Bmg

 

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Nesta semana, entre terça e quarta-feira (18), o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) voltará a se reunir para decidir o futuro da taxa básica de juros do Brasil. A última ata sinalizou o início de um ciclo de cortes ainda em 2026, porém, a continuidade da guerra no Oriente Médio trouxe incertezas para a economia.

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Na última reunião, realizada em janeiro deste ano, o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã ainda não havia sido instaurado. Em entrevista ao Jornal da CBN, Flávio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg, explica quais são as expectativas para a taxa de juros e como a guerra pode impactar nas decisões do Copom.

“A guerra aumenta as incertezas. Já havia outras questões geopolíticas no radar desde a última sessão. A guerra aumenta o preço do petróleo e, obviamente, dificulta o trabalho do Banco Central. Mesmo assim, acreditamos que nesta semana o Banco Central começará um processo de corte de juros”, disse Serrano.

Antes do conflito, o especialista explica que o setor econômico passava por uma desaceleração da inflação e nova ancoragem de expectativas, ainda que parcial, o que permitia que o BC sinalizasse o corte de juros. O esperado, após a evolução favorável, era que o Banco Central começasse um ciclo de 50 pontos, ou seja, a taxa de juros cairia de 15% para 14,5%.

Com a incerteza do cenário, Serrano explica que a instituição deve iniciar os cortes em 25 pontos, “mais devagar” e de “maneira mais promedida”, e a taxa cairia para 14,75%.

“Se continuar o cenário mais adverso, ele vai dar um outro corte de 0,25%. Se o cenário até a próxima reunião que acontece no final de abril melhorar, ele pode acelerar para um corte de 50 pontos. Então, aumentou a incerteza, ele prefere ficar sem muita sinalização e esperar a evolução do cenário para tomar a sua melhor decisão”.

O que investidores devem fazer?

Para os investidores, neste cenário, a recomendação é de cautela, mediante o cenário incerto.

“Tentar ser precavido e evitar decisões de médio e longo prazo em um ambiente mais incerto. Com o tempo, vamos ganhar confiança no cenário e na evolução, as taxas de juros vão cair e vamos entrar em um cenário que, teoricamente, é um pouco mais favorável para ativos financeiros”, aconselha.