Instituições financeiras avaliam que a oferta de crédito deve manter ou aumentar a restrição no terceiro trimestre de 2026, divulgou nesta quinta-feira (20) o Banco Central (BC) na Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito (PTC).
O estudo coleta as avaliações das empresas do sistema financeiro nacional (SFN) sobre as condições do crédito bancário.
O documento divide o crédito em quatro segmentos: grandes empresas; micro, pequenas e médias empresas; crédito voltado ao consumo e crédito habitacional.
As condições de oferta às grandes empresas tornaram-se mais restritivas no segundo trimestre de 2026, com exceção do segmento de crédito habitacional, de acordo com o relatório.
Para o terceiro trimestre, espera-se uma manutenção da dinâmica de restrição, pressionadas principalmente pela inadimplência e pelas condições gerais da economia doméstica.
Entre as micro, pequenas e médias empresas, observou-se uma continuidade do grau de restrição, "com leve desaceleração devido, em parte, à disponibilidade de mecanismos de fomento ao crédito".
É esperado, para o terceiro trimestre deste ano, uma oferta restritiva devido, principalmente, aos fatores relacionados à inadimplência.
"Todavia, a concorrência entre instituições financeiras pode mitigar parte dos efeitos restritivos", disse o relatório do BC.
No crédito de pessoas físicas voltado ao consumo, as instituições financeiras identificaram um aumento no grau de restrição da oferta no segundo trimestre, que deve se intensificar no trimestre seguinte por causa do "custo/disponibilidade de funding" e a menor tolerância ao risco.
A perspectiva de restrição será mantida ainda que as condições favoráveis do mercado de trabalho possam contribuir para suavizar esse efeito, segundo o relatório.
Já o crédito à pessoa física voltado para habitação teve condições de oferta estáveis no segundo trimestre, com maior preocupação com nível de comprometimento de renda do consumidor sendo mitigada pelo melhor custo/disponibilidade de funding e pelo ambiente institucional.
Para o terceiro trimestre, espera-se uma elevação do grau de restrição, devido à menor tolerância ao risco e à maior expectativa de inadimplência do mercado.
A coleta da pesquisa foi feita de 13 a 31 de julho, com 70 participantes do sistema financeiro nacional.
