Restos mortais são achados após o celular de mochileira desaparecida há dois anos e meio ser localizado

 

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Restos mortais foram encontrados após a descoberta de um celular que desencadeou uma nova busca por uma mochileira belga desaparecida há dois anos.

Celine Cremer, de 31 anos, foi vista pela última vez caminhando perto de uma montanha na Austrália antes de desaparecer sem deixar pistas.

A polícia ficou intrigada com o súbito desaparecimento da da belga, que foi vista pela última vez na área de Philosopher Falls, no noroeste da Tasmânia, em 17 de junho de 2023.

Agora, restos mortais foram encontrados por um excursionista perto do último local onde Celine foi vista.

O inspetor da polícia da Tasmânia, Andrew Hanson, disse que os restos mortais foram descobertos enquanto o excursionista fazia buscas na área, como parte dos esforços contínuos para localizar a turista desaparecida.

O celular de Celine Cremer foi achado perto do local onde a belga foi vista pela última vez, em mata da Tasmânia

Reprodução/Tasmania Police

"Embora os exames forenses ainda não tenham sido concluídos, um patologista analisou as imagens e confirmou que os restos mortais são humanos. O voluntário contatou a polícia imediatamente após a descoberta, e policiais e legistas estão no local", acrescentou a autoridade.

A família de Celine foi informada da descoberta horrível na tarde de terça-feira (27/1). Hanson acrescentou que espera que a descoberta, embora angustiante, ajude a fornecer as respostas que os familiares da belga têm buscado desesperadamente.

O agente da lei também destacou que os restos mortais ainda não foram formalmente identificados. Mas tudo indica que o mistério esteja perto do fim.

Mulher viajava sozinha quando desapareceu

Celine estava viajando sozinha quando desapareceu, e levou nove dias até que a polícia fosse notificada. Em 26 de junho de 2023, o veículo da jovem foi encontrado no estacionamento da trilha de Philosopher Falls, pouco antes de uma alteração significativa nas condições climáticas da área.

De acordo com Hanson, as circunstâncias enfrentadas nos dias após o desaparecimento tornaram impossível qualquer chance de sobrevivência.

"Nos dias seguintes ao desaparecimento de Celine, o clima de inverno na área incluiu temperaturas abaixo de zero, neve e chuva. Na época, pareceres médicos especializados indicaram que aquelas condições não apresentavam chances de sobrevivência, até pelo período em que se acredita que ela tenha ficado exposta", afirmou a autoridade.

As buscas continuaram ao longo desse tempo até a notícia de que o telefone de Celine havia sido achado, salientou o inspetor.

"Nossa busca inicial continuou por duas semanas, e buscas complementares foram realizadas diversas vezes ao longo dos últimos dois anos, sem que nenhum outro vestígio fosse encontrado", declarou ele.