A possível desaceleração econômica decorrente do encerramento dos estímulos fiscais deve pressionar os balanços das companhias abertas no próximo ano, segundo o fundador da HIX Capital, Rodrigo Heilberg. Ao apontar um cenário de queda nas margens de lucro e resultados operacionais mais fracos, o investidor precisa escolher empresas que não dependam do consumo interno e que tenham receitas previsíveis e garantidas.A análise do mercado e das estratégias de investimentos foi apresentada no programa Stock Pickers, conduzido por Lucas Collazo.
Durante a conversa, Heilberg afirmou que a busca por expansão de lucros se tornou complexa na bolsa de valores brasileira, com exceção de nomes do mercado de capitais como B3 (B3SA3), XP e BTG Pactual (BPAC11).Atravessar esse momento sem depender de incentivos governamentais ou ciclos eleitorais pode ser desafiador, mas não impossível: a gestora optou por concentrar recursos em empresas com fluxo de caixa previsível e demanda resiliente, como Eneva (ENEV3), OceanPact (OPCT3), GPS (GGPS3) e Cury (CURY3).
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