República do Líbano: a “Quinta Avenida” paulistana - QTU Questões do Universo

República do Líbano: a “Quinta Avenida” paulistana

Fonte: Bandeira da fonte

Em Nova York, poucos endereços traduzem tão bem o luxo imobiliário quanto a 5th Avenue.
Especialmente entre as ruas 60 e 110, onde a via acompanha o lado leste do Central Park e reúne alguns dos apartamentos mais caros e disputados de Manhattan.
O endereço combina ingredientes difíceis de replicar: vista livre para um dos parques mais famosos do mundo, escassez de terrenos, grifes internacionais e restaurantes estrelados.
São Paulo tem uma avenida que reivindica comparação semelhante.
De frente para o Parque Ibirapuera e cercada pelo varejo sofisticado e pela alta gastronomia de Moema e Vila Nova Conceição, a Avenida República do Líbano reúne atributos que lhe renderam o apelido de “Quinta Avenida paulistana” no mercado imobiliário.
Assim como a Faria Lima se consolidou como referência de valor no mercado corporativo, a via caminha para ocupar esse posto no segmento residencial.
Com vista para o parque, terrenos cada vez mais raros e novos projetos de luxo, reúne qualidades para se tornar o endereço mais valioso da cidade.
Na esquina com a Rua Jauaperi, o Arbórea Ibirapuera ocupará um dos últimos terrenos da avenida, com unidades de 575 metros quadrados e quadra de tênis coberta
BENX INCORPORADORA/DIVULGAÇÃO
Mas não é apenas a localização que explica o status — e os preços — desse endereço.
Dos 4,75 quilômetros da avenida, apenas cerca de um terço está inserido em uma Zona de Estruturação U r b a n a (ZEU), entre a Praça Cidade de Milão e a Avenida Ibirapuera, onde a maior densidade construtiva e a verticalização ampliada atraem as incorporadoras.
A equação entre localização e terrenos raros vem pressionando o valor dos imóveis nesse corredor.
Um exemplo é o Oscar Ibirapuera, da Trisul.
Com arquitetura da Perkins & Will e apenas 56 apartamentos, o residencial foi lançado em 2019 com o metro quadrado das unidades-tipo cotado a R$ 24 mil — hoje revendidas por R$ 40 mil — e uma cobertura de 227 metros quadrados está anunciada em plataformas digitais por R$ 17,9 milhões — R$ 79,2 mil o metro quadrado.
“É um dos endereços mais exclusivos de São Paulo.
Os prédios de alto padrão trazem um público disposto a pagar para ter vista do parque e acesso fácil a serviços, Aeroporto de Congonhas e corredores da cidade”, afirma Cyro Naufel, diretor de Relações com Investidores da Lopes Consultoria de Imóveis.
No Park Avenue, piscina com borda infinita no quarto andar é um dos diferenciais.
No detalhe: a vista deslumbrante para o entorno
FOTOS DE FRAIHA INCORPORADORA/DIVULGAÇÃO
Esse é um dos quesitos que ajudam a explicar a sucessão de empreendimentos de alto padrão — e a escalada dos preços.
Em dezembro, a Fraiha Incorporadora, em parceria com a Eztec, entregou ali o Park Avenue, torre única de 102 metros e 44 apartamentos, com plantas de 240 a 298 metros quadrados.
Assinado por Pablo Slemenson, o projeto tem piscina de borda infinita no quarto pavimento, voltada para o Clube Monte Líbano.
“Vimos neste terreno uma das últimas oportunidades de transformação urbana da região do Ibirapuera.
Morar com vista livre e permanente, em um bairro consolidado e com infraestrutura madura de serviços, é uma combinação difícil de replicar na cidade”, afirma Marcelo Fraiha, CEO da Fraiha Incorporadora.
Para o executivo, esses atributos transformaram a República do Líbano, antes uma via de passagem, em vetor de valorização imobiliária.
Lançado em novembro de 2022 a R$ 39,5 mil o metro quadrado, o Park Avenue tem unidades remanescentes com o metro quadrado negociado hoje por cerca de R$ 49 mil.
De 2022, condomínio Oscar Ibirapuera foi um dos primeiros desta nova safra de projetos da avenida
LEONARDO FINOTTI/DIVULGAÇÃO
Projeto Autoral
A avenida acaba de ganhar outro projeto: o Almaz República do Líbano, da incorporadora R.Yazbek, em parceria com Luni e Varicred.
Também projetado pelo Perkins&Will, terá 44 unidades, com plantas entre 336 e 431 metros quadrados.
“É um empreendimento irreplicável em uma localização excepcional.
Focamos em exclusividade e arquitetura e tratamos a vista como algo essencial”, afirma Ricardo Yazbek, diretor da incorporadora.
Na corrida pelos últimos terrenos a Benx Incorporadora está pré-lançando o Arbórea Ibirapuera, na esquina com a Rua Jauaperi.
Projetado pelo escritório Jacobsen Arquitetura, o residencial exibe uma escala pouco comum até no segmento de luxo: serão 25 unidades, com apartamentos-tipo de 575 metros quadrados, cobertura duplex de mil e “gardens” de 1,2 mil.
“Buscamos oferecer algo que não existia na avenida: torre única, poucas unidades e apartamentos verdadeiramente amplos”, diz Luciano Amaral, CEO da Benx.
O projeto terá ainda quadra de tênis de saibro coberta, com medidas oficiais.
Apresentado a investidores e clientes preferenciais no fim de 2025, já tem 50% das unidades reservadas.
No período, o valor do metro quadrado passou de R$ 35 mil para R$ 45 mil.
Almaz leva abordagem contemporânea à “Quinta Avenida” paulistana
R.YAZBEK/ DIVULGAÇÃO
Para Amaral, as vistas para o Ibirapuera, o Clube Monte Líbano e o Jardim Luzitânia somam-se a outro diferencial: a conexão com os principais eixos da cidade.
A avenida oferece acesso fácil às regiões da Paulista e da Faria Lima, fica próxima ao Aeroporto de Congonhas e permite chegar a pé ao parque e aos restaurantes da Vila Nova Conceição.
Na avaliação do executivo, a restrição de altura dos edifícios e, principalmente, o esgotamento dos terrenos tendem a elevar ainda mais o valor desse corredor.
“Não existem mais áreas para novos prédios.
Quem quiser morar ali terá de buscar uma das opções existentes.
Isso deve levar esses imóveis a uma valorização extraordinária nos próximos anos”, conclui.