Reprimir sentimentos afeta a saúde? Estudo associa não expressar emoções a maior risco de câncer e morte prematura
Um estudo publicado no Journal of Psychosomatic Research analisou 729 pessoas nos Estados Unidos ao longo de 12 anos e descobriu que reprimir sentimentos pode estar relacionado a um risco maior de morte prematura e doenças como o câncer.
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Durante o período de acompanhamento, foram registrados 111 óbitos, entre eles: 34 por câncer e 37 por doenças cardiovasculares.
Os resultados indicam que indivíduos que relataram níveis mais elevados de supressão emocional apresentaram maior risco de morte por diversas causas. A associação foi mais pronunciada nos casos de óbitos relacionados ao câncer.
Para a análise, os pesquisadores aplicaram modelos estatísticos que consideraram variáveis como idade, sexo, nível de escolaridade e origem étnica, com o objetivo de isolar o efeito específico da supressão emocional nos resultados de saúde.
Relação em estudo e fatores associados
Os autores observam que as descobertas não demonstram uma relação causal direta entre emoções reprimidas e o desenvolvimento de doenças. No entanto, enfatizam a necessidade de mais pesquisas sobre os mecanismos biológicos, psicológicos e sociais que podem estar envolvidos nessa associação.
A supressão emocional envolve evitar a expressão ou o processamento de sentimentos. Esse comportamento tem sido associado ao estresse crônico, um fator que pode influenciar o funcionamento dos sistemas imunológico e cardiovascular.
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Embora não conclua que a repressão das emoções cause câncer, o estudo fornece evidências de sua possível relação com condições adversas de saúde.
Impacto do estresse no corpo
O estresse é identificado como um fator que pode interferir nos tratamentos contra o câncer, aumentar a percepção da dor e gerar resistência a certos medicamentos. Também tem sido associado a uma diminuição da capacidade do sistema imunológico.
Os efeitos fisiológicos associados ao estresse emocional incluem: ganho de peso, depressão, insônia, fadiga crônica e aumento da pressão arterial. Esses fatores podem prejudicar as funções corporais e dificultar o controle das células cancerígenas.
