Repressão no Irã já deixou ao menos 648 mortos desde início dos protestos, dizem ONGs

 

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Desde o início dos protestos contra o regime da República Islâmica do Irã, em 28 de dezembro, ao menos 648 pessoas morreram, segundo levantamento da ONG Iran Human Rights. A organização também estima que cerca de 10 mil pessoas foram presas nos confrontos com as forças de segurança.

Há relatos ainda não confirmados que apontam números superiores. Especialistas afirmam que o bloqueio da internet imposto pelo governo iraniano desde 8 de janeiro, aliado à intensificação da repressão, deixou a população isolada e sem meios de denunciar abusos ou pedir ajuda externa.

O cineasta iraniano Jafar Panahi, vencedor da Palma de Ouro no último Festival de Cannes, denunciou nesta segunda-feira (12), em entrevista à RFI, a brutalidade da repressão. Segundo ele, as manifestações atingem um povo indefeso, que precisa do apoio da comunidade internacional para pôr fim ao poder vigente no país.

Em resposta aos protestos, o governo iraniano decretou três dias de luto nacional pelos integrantes das forças de segurança mortos durante as repressões e convocou atos pró-regime em Teerã. Milhares de pessoas se reuniram na Praça da Revolução, em uma demonstração que o líder supremo, Ali Khamenei, classificou como um aviso aos Estados Unidos.