Repressão a protestos no Irã deixa mais de 2,5 mil mortos, diz organização
A repressão aos protestos que acontecem no Irã deixou 2.571 mortos - 2.403 manifestantes e 147 pessoas ligadas ao governo. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (14) pela organização Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos. Doze crianças e nove civis que não participavam dos protestos também estavam entre as vítimas.
Outras fontes indicam números ainda maiores de mortes, com dados não confirmados.
A repressão no Irã pode ser a mais violenta da história contemporânea do país. Foi o que declarou nessa quarta o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot. Ele pediu às autoridades que parem com essa violência imediatamente.
O presidente Donald Trump declarou que os Estados Unidos devem agir com muita firmeza caso as autoridades iranianas comecem a executar as pessoas presas durante essas manifestações que vêm abalando o país desde o final de dezembro.
A primeira execução está marcada para esta quarta-feira. Segundo entidades de direitos humanos, o jovem Erfan Soltani, de 26 anos, será enforcado por participar das manifestações contra o governo. A Anistia Internacional pediu ao Irã que suspenda imediatamente todas as execuções.
O chefe do Judiciário iraniano prometeu julgamentos rápidos para os suspeitos presos nos protestos, que as autoridades locais classificam como tumultos. Teerã acusa Washington de buscar um pretexto para uma intervenção militar. A missão iraniana na ONU diz que os americanos querem derrubar o regime à força.
O bloqueio da internet continua no Irã pelo sétimo dia consecutivo.
