Representantes de Israel e do Líbano se reúnem nesta terça-feira para discutir cessar-fogo

 

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Representantes de Israel e do Líbano se reúnem, nesta terça-feira (14), nos Estados Unidos para discutir um cessar-fogo. O encontro entre embaixadores dos dois países acontece em Washington e é visto como parte central das tentativas de ampliar a trégua já firmada entre Estados Unidos e Irã e sofre pressão internacional.

O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, reforçou que a destruição no Líbano é "intolerável" e ainda pode sair pela culatra, aumentando a influência do Hezbollah dentro do país. A Alemanha também defendeu o avanço das negociações diretas entre Israel e Líbano. Apesar da pressão, os ataques continuam.

Nas últimas horas, bombardeios israelenses atingiram diferentes regiões do Líbano e mataram ao menos dez pessoas. Os ataques de Israel já causaram mais de duas mil mortes, segundo o Ministério da Saúde libanês. Em resposta, o Hezbollah afirma ter lançado foguetes e drones contra posições israelenses, incluindo bases de artilharia e instalações militares.

Na economia, a cotação do barril do petróleo voltou para baixo dos 100 dólares, depois do presidente Donald Trump declarar que o Irã demonstrou interesse em voltar à mesa de negociações. O preço havia sofrido uma nova alta por causa do bloqueio americano ao Estreito de Ormuz.

O bloqueio à rota de combustíveis continua, mas o presidente americano afirmou que autoridades iranianas entraram em contato e "querem chegar a um acordo". O vice-presidente JD Vance também disse que não excluiu a possibilidade de uma nova rodada de conversas.

Há pouco, o Paquistão acenou para Vance e se ofereceu para sediar outro encontro nos próximos dias, antes do fim da trégua atual. No campo político, líderes mundiais e religiosos criticaram os ataques de Trump ao Papa Leão Quatorze.

Além de chamar o líder da Igreja Católica de fraco, presidente americano publicou uma montagem feita Inteligência Artificial, em que se apresentava como Jesus Cristo curando um doente.