Repórter relata experiência no clube sexual mais exclusivo de Los Angeles: 'Libertadora'

 

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Devi Jegs, repórter do "New York Post", viveu uma experiência que, segundo ela, mudou a sua vida para sempre. Ela foi convidada para uma noite no clube sexual mais secreto de Los Angeles (Califórnia, EUA) e contou detalhes da festa profana, vivenciada por alguns poucos "escolhidos".

A história começou como qualquer outra pauta para ela. Enquanto jornalista, ela sempre recebe sugestões e convites por e-mail. Dessa vez, o ofício a levaria para um lugar onde a imaginação não tem limites e as fronteiras entre "certo e errado" e "sagrado e profano" são mais estreitas ou até inexistentes

Roupas de gala, acessórios de couro e máscaras. A apenas 20 minutos de distância do centro de Los Angeles, no bairro privilegiado de Hollywood Hills, as fantasias sexuais ganham vida, corpo e cheiro por uma noite.

Desde 2013, o clube intitulado "Snctm", de pronúncia "Sanctum" — sagrado, em latim — recebe artistas, empreendedores e outros "afortunados", que, depois de atravessarem um rigoroso processo de seleção, ainda precisam arcar com taxas de permanência anuais, que variam entre US$ 15 mil (R$ 77 mil) e US$ 125 mil (R$ 642 mil), dependendo da categoria de associação. Quanto mais você paga, mais benefícios: mesas VIP, serviço exclusivo de garçons, seguranças pessoais e até ingressos para convidados.

Roupas de gala, acessórios de couro e discrição: festas do clube "Snctm" recebem apenas "escolhidos"

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Devi entrevistou o diretor administrativo do local, Robert Artes, e ele revelou que o clube começou como "um encontro único, cuidadosamente planejado em uma residência particular". Robert também confirmou que, desde a primeira noite de prazer, os membros do clube já utilizavam trajes de gala, máscaras e "um código rigoroso de discrição e consentimento".

Hoje, o "Sanctum" não se limita à cidade de Los Angeles. De acordo com as fontes ouvidas por Devi, o clube se expandiu para Nova York, onde fica a sede oficial atual, Miami (Flórida) e até para outros lugares fora dos EUA, em eventos itinerantes.

Antes de viver essa noite exclusiva, quando o clube retorna para o local onde nasceu, a repórter se perguntava se realmente gostaria de participar, mas o título do convite enviado por e-mail — Galeria viva do desejo: o novo baile de máscaras Snctm de Los Angeles — tinha acendido "a chama da aventura" nela. Ela precisava ir.

A repórter decidiu ir à festa acompanhada do marido. Segundo ela, o relacionamento com ele sempre foi baseado na honestidade e na comunicação, com espaço para mudança e evolução do casal.

A preparação para o evento começou já na escolha das roupas e nas noites íntimas anteriores, quando o casal tentava entrar no clima do espetáculo erótico, já vestindo ternos e vestidos de veludo.

E lá foram eles em direção às colinas sinuosas e já tomadas pela escuridão da noite em Hollywood Hills. Na porta do evento, os smartphones foram entregues. A privacidade do evento é a regra mais importante. A casa, segundo as descrições de Devi, tinha aparência minimalista e um aroma intenso amadeirado.

Junto do casal chegavam pessoas na faixa etária entre 30 e 60 anos, ainda tímidas, como se esperassem algum "sinal" libertador.

A repórter Devi Jags e o marido na casa onde aconteceu a festa do clube secreto "Snctm"

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Assim que chegaram, Devi e o marido foram abordados por Rachel, uma das diretoras do "Sanctum". Ela os incentivou a explorar a casa e visitar o quarto principal, onde uma "grande surpresa" aconteceria em 20 minutos.

Ao entrar na casa, a repórter subiu algumas escadas e percebeu que os corredores do andar superior já estavam repletos de dançarinas de lingerie que seguravam molduras, retratando os próprios corpos como obras de arte.

No quarto principal, amplo e com teto abobadado, a prometida "surpresa": um casal fazendo sexo não em uma, mas em duas camas king-size. Ao redor deles, uma variedade de brinquedos sexuais, palmatórias e chicotes aguardava que alguém os experimentasse. "Eu não sabia quem era o casal, mas era difícil desviar o olhar da performance apaixonada deles", revelou a repórter.

Aos poucos, o número de voyeurs aumentou e Devi se perguntava se todo aquele calor era compartilhado por todos os presentes no ambiente. Ela descobriria que sim.

A performance no quarto principal, segundo ela, acendeu a chama do desejo nos participantes ainda tímidos. A partir dali, todos pareciam um pouco mais à vontade e em sintonia.

As interações precisavam respeitar sempre o código de consentimento: não há toque sem antes um aceno com a cabeça, indicando permissão.

As roupas de gala começaram a escorregar pelos corpos, peças de roupa se perdiam pelos cômodos, e Devi relatou ser comum andar pelos corredores entre pessoas completamente nuas.

"A normalização da intimidade em toda a casa foi libertadora", disse a repórter do New York Post

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"A normalização da intimidade em toda a casa foi libertadora. Ao longo da noite, meu parceiro e eu vivemos momentos inesquecíveis", disse a repórter. Toda aquela ambientação fez com o que o casal se entregasse ao desejo e, num tipo de sedução psicodélica, embalada pela trilha sonora eletrônica, os dois se dirigiram para a varanda principal e se despiram, indiferentes aos barulhos e outros corpos em movimento.

Nos momentos de respiro, a repórter conversou e tentou entender as vidas amorosas e preferências de outros convidados, nunca rompendo com os princípios do sigilo: "de uma forma bem incomum para Los Angeles, esta noite não houve troca de nomes de usuário de redes sociais, nem marcação de encontros para tomar café na semana seguinte, nem sequer nomes; apenas um grupo de pessoas com a mesma mentalidade aproveitando o momento."

Devi relatou que, ao longo da noite, sentiu que o magnetismo já existente entre ela e o parceiro pareceu amplificado. Depois de uma conversa com a diretora criativa do "Sanctum", Laura Desirée, a repórter compreendeu aqueles sentimentos.

"A aceitação de nós mesmos como pessoas que buscam prazer é a área que mais precisa ser aprimorada quando se trata de realmente alcançar saúde e bem-estar mental", afirmou Desirée. A diretora diz que gosta de pensar na expressão sexual humana como "um cavalo selvagem que corre ao seu lado durante toda a vida". A vida fica "realmente boa" quando você é capaz de conduzi-lo.

(*) Estagiário sob supervisão de Fernando Moreira