Maytie Raker tinha apenas 4 meses quando morreu, em 20 de julho de 1906.
Ela foi a primeira pessoa cujo corpo foi enterrado no cemitério de Inglewood (Califórnia, EUA), antes mesmo de a cidade crescer.
Porém, o seu túmulo ficou esquecido por 120 anos, sem uma lápide que a identificasse a ilustre "moradora".
Com o tempo, o local foi coberto pela grama e sua importância histórica acabou esquecida.
"Precisamos fazer justiça à família Raker", disse Alex Padill, vereador de Inglewood, localizada nas proximidades de Los Angeles, à CBS News.
"Hoje é um daqueles momentos de 'partiu, mas jamais esquecida'.
E celebramos a vida de Maytie", completou ele.
A História foi corrigida.
A lápide de Maytie é decorada com borboletas e uma flor, e a frase "para sempre em nossos corações" está escrita acima de seu nome.
Maytie está sepultada ao lado de sua irmã Hattie, que morreu quando era criança e cuja lápide apresenta elementos visuais semelhantes.
Hattie também havia sido sepultada sem identificação.
A perda de bebês era extremamente comum no início dos anos 1900.
Nem todas as famílias tinham condições emocionais ou financeiras de comprar lápides individuais para crianças que faleciam com poucos meses de vida.
Soava como "não necessário" por causa do pouco tempo de vida.
Muitas famílias usavam pequenas estacas de madeira ou placas de metal simples como identificação provisória.
Com o passar de décadas e a manutenção do gramado, esses marcadores frágeis costumavam apodrecer ou se perder.
Os túmulos de Maytie e Hattie foram decorados com flores e borboletas de papel
Reprodução/Instagram(inglewoodparkcemetery)
O irmão de Maytie e Hattie, Alexander, viveu até 1993, dando continuidade ao legado da família.
Porém, nem mesmo ele deu lápides às irmãs.
"É isso que a cidade de Inglewood representa.
Somos uma família; lembramos de dias e momentos importantes e nos unimos nos bons momentos, assim como nos unimos para relembrar", disse a vereadora Dionne Faulk.
Reparação histórica: bebê que morreu aos 4 meses recebe lápide em túmulo após 120 anos
Fonte:
