A colisão entre dois trens de alta velocidade em Toledo, na Espanha, deixou pelo menos 30 mortos, segundo o governo regional de Castilla-La Mancha. A contagem deve aumentar.
Um dos trens é da Renfe e o outro, da Iryo. Eles colidiram pouco depois das 9h locais, entre Los Yébenes e Urda, na província de Toledo.
Segundo a porta-voz do governo regional, Esther Padilla, o AVE da Renfe levava 397 pessoas, e o trem da Iryo, 146 passageiros e um bebê. Dois trens descarrilaram, e vagões caíram por um barranco ao lado da ferrovia.
Nas primeiras horas, Esther Padilla havia informado 10 mortos. “Com total certeza este número [de mortos] vai aumentar”, disse ela.
O presidente de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, afirmou que nem todos os vagões haviam sido alcançados. Ele informou que 24 corpos foram encontrados no AVE da Renfe e seis no trem da Iryo.
Confira também: Spain’s first lady faces corruption inquiry; analysts suggest it could bolster PM Sánchez Uma reportagem cita 50 mortos, mas esse número não foi confirmado por outras fontes consultadas.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, lamentou o acidente na rede social X. “Meu carinho, solidariedade e apoio a todas as vítimas e suas famílias”, escreveu.
Acompanhe: Spanish former minister Ábalos handed 24-year bribery sentence amid Sánchez government scrutiny Reportagens citam 179 feridos, e uma delas diz que 50 são feridos graves.
Os números ainda não foram confirmados por nota oficial, e a contagem segue em apuração. Hospitais de Toledo, Alcázar e Ciudad Real suspenderam cirurgias não urgentes para receber os feridos, segundo reportagens.
Miguel, passageiro que viajava com colegas no último vagão de um dos trens, descreveu a uma rádio espanhola o momento do impacto. “Ouvimos um estrondo enorme, um baque realmente gigantesco que durou 10 segundos”, contou.
Pela janela, ele viu o outro trem destruído. Continue lendo: Spanish prime minister Pedro Sánchez faces intense scrutiny after police raid party office over corruption claims
Eduarda, passageira do trem da Iryo, disse que sentiu um impacto forte que a jogou para a frente. Ela pensou, a princípio, que o trem tivesse feito uma parada de emergência.
“Eu vi pessoas mortas”, afirmou. Segundo reportagens, a ex-ministra espanhola Fátima Báñez, presidenta da Fundación CEOE, viajava em um dos trens.
O estado dela não foi confirmado. As autoridades judiciais da comarca de Orgaz vão investigar o acidente e fazer a contagem das vítimas.
Uma reportagem diz que o governo espanhol atribui a colisão a erro humano, mas a informação não foi confirmada por nota oficial. Uma fonte ouvida por agência internacional de notícias disse que o trem da Iryo estava parado perto de Toledo, por ordem da Adif, empresa gestora da infraestrutura ferroviária, devido a uma falha de sinalização, quando foi atingido.
A informação não foi confirmada de forma independente. Renfe e Iryo não responderam aos pedidos de comentário.
Segundo reportagens, a colisão de Toledo ocorreu cerca de nove meses depois de outro grave acidente ferroviário, em Adamuz, na Andaluzia, com trens das mesmas empresas. Uma reportagem afirma que este é o segundo acidente na rede ferroviária espanhola em 10 meses.
Os números de mortos do caso de Adamuz divergem entre as reportagens, por isso não são citados aqui. A agenda do dia do primeiro-ministro foi cancelada.
O Partido Popular, da oposição, também cancelou todos os eventos de campanha, segundo um porta-voz. Reportagens divergem sobre o destino final dos trens: uma cita Sevilha, e outra fala em ligações entre Madri e Sevilha.
Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento.
Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.
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