O candidato do Missão ao Palácio do Planalto, Renan Santos, prometeu nesta terça-feira acabar com a Justiça do Trabalho caso vença a eleição. Durante evento com empresários do setor produtivo, ele também criticou a articulação pelo fim da escala de trabalho 6x1 e classificou de “maluquice”. — É uma maluquice. O Congresso Nacional está tomado por covardes. Se acovardaram diante do governo e do projeto daquela Erika Hilton. Isso vai ser quebradeira da economia. No meu governo, isso vai ser enterrado. Não vamos mais ouvir falar disso. E precisamos acabar com a Justiça do Trabalho — disse durante sabatina promovida pela Unecs (União Nacional de Entidades dos Setores de Comércio e Serviços). Renan avalia que a legislação trabalhista precisa ser atualizada e disse que a Justiça do Trabalho coloca “empregados contra empregadores”. — A legislação é anacrônica e a lógica dela é perversa, que é a lógica da Justiça do Trabalho e talvez alguns de vocês aqui já estiveram no banco dos réus da Justiça trabalhista em que vocês são tratados como bandidos. Há uma relação de tensão entre o trabalhador e o empregador. Em outro momento do discurso, ele criticou os concorrentes na eleição e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “precisa se aposentar” e que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “não sabe o que está fazendo”. Pesquisa Quaest divulgada na última sexta-feira aponta que Renan tem 4% das intenções de voto, empatado numericamente com o candidato do PSD, Ronaldo Caiado, e atrás de Flávio Bolsonaro, com 31%, e Lula, com 38%. Flávio e Caiado vão participar do mesmo evento no período da tarde.
Ao comentar sobre o que pretende fazer caso seja eleito, Renan prometeu convocar diversos representantes de setores para aprovar uma série de reformas, como novas mudanças na Previdência, desvinculação de receitas obrigatórias com saúde e educação e fim dos supersalários de militares e do Poder Judiciário. O candidato também disse que é preciso “uma guerra” para conter as facções criminosas.
O Globo