O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, defendeu nesta quarta-feira (26) que o Brasil inicie estudos e um programa nuclear voltados à eventual produção de armas atômicas como forma de ampliar a soberania nacional.
A Constituição prevê que toda a atividade nuclear em território nacional só pode ocorrer para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional.
“As nações mais poderosas do mundo dispõem de armas nucleares, e elas se fazem respeitadas por causa disso", disse durante entrevista à TV Globo.
Renan Santos é o terceiro entrevistado da série promovida pela emissora.
Na terça-feira (25), o convidado foi Ronaldo Caiado (PSD) e na segunda-feira (24), Romeu Zema (Novo).
Segundo Santos, em um horizonte de médio e longo prazo, o país deveria considerar a produção de uma bomba atômica e cogitou até mesmo a saída do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), a exemplo da Coreia do Norte, que classificou como uma nação “respeitada”.
Segundo o candidato, se o Brasil quiser estar entre as cinco maiores nações do mundo, precisará ampliar sua soberania territorial e militar e discutir a possibilidade de ter armas nucleares.
Para ele, o país também precisaria desse tipo de armamento para pleitear um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), que atualmente tem cinco membros permanentes: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.
“O Brasil será vítima desse novo mundo que vem aí.
O Brasil tem que ser capaz de se proteger nas próximas décadas”, afirmou.
No campo da segurança pública, Renan voltou a dizer que, se eleito, seu primeiro passo será declarar guerra ao crime organizado e implementar medidas adotadas por El Salvador na área.
Para isso, defendeu mudanças no arcabouço legal brasileiro, incluindo na execução penal, no Código Penal e nas penas para crimes violentos cometidos com armas.
O candidato estimou ainda que seriam necessários R$ 6 bilhões para construir dez presídios no país, cada um com capacidade para entre 30 mil e 40 mil detentos.
Sobre o regime adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, Renan afirmou que pretende adotar medidas semelhantes no enfrentamento ao crime organizado.
Ele minimizou denúncias de que as medidas adotadas desrespeitam direitos fundamentais, como acesso à defesa.
O candidato afirmou ainda que haverá um regime de exceção para retomar áreas dominadas por facções criminosas.
Questionado sobre as denúncias de violações de direitos humanos em El Salvador, respondeu: “Acho que é um clichê que a mídia internacional fala”.
O candidato voltou a defender uma política que permita a policiais “atirar para matar” em criminosos e afirmou que o país “não pode mais ser refém” do crime.
