A campanha eleitoral começa oficialmente neste domingo (16), e os principais candidatos à Presidência da República devem realizar atos para marcar o início da corrida ao Palácio do Planalto. Renan Santos (Missão) fará, por volta das 13h, um evento em frente à Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), com discursos políticos e uma apresentação musical do próprio candidato.
O ato deve reunir cerca de 2 mil pessoas, segundo os organizadores, e contará com a participação de candidatos do partido e integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL). De acordo com o site do Missão, mais de 2,8 mil pessoas já confirmaram presença. A convocação provocou reação de entidades estudantis, que organizaram um protesto contra a realização do evento.
Estão previstos discursos da vereadora Amanda Vettorazzo (União-SP), coordenadora da campanha; do candidato a vice-presidente, Aroldo Medina; do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), coordenador do programa econômico; e de Arthur do Val, conhecido como “Mamãe Falei”, youtuber, ex-deputado estadual e um dos fundadores do partido.
Renan, por sua vez, deve manter a proposta de fazer discursos “freestyle” e, ao fim do ato, apresentar sozinho o jingle “A Vingança do Povo”, uma espécie de “rocknejo” composto pelo próprio candidato. A expectativa, segundo integrantes da campanha, é que ele cante e toque gaita e violão para o público em uma apresentação terá um estilo “meio Bob Dylan”, em referência ao cantor e compositor americano.
Em reação à convocação do ato no Largo São Francisco, entidades estudantis como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Centro Acadêmico XI de Agosto realizaram uma manifestação na quinta-feira (13) à noite. Nas redes sociais, as entidades afirmaram que “os estudantes não aceitarão que o espaço histórico da Faculdade de Direito da USP seja utilizado para a promoção de discursos e projetos de extrema-direita”.
Renan, que foi estudante da faculdade, reagiu à mobilização e ironizou a manifestação. O candidato afirmou que o ato recebeu autorização das autoridades competentes. “Eles, que não conseguem aceitar o contraditório, vão fazer um ato em nome da democracia contra alguém que eles consideram um antidemocrata. Isso é apenas ridículo”, declarou.
O candidato afirmou ainda que o protesto poderá contribuir para dar visibilidade à sua campanha. Pesquisa Genial/Quaest mais recente mostra Renan com 4% das intenções de voto, mesmo percentual do ex-governador de Goiás e candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado.
Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República Reprodução/Partido Missão
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