O presidente do Remo, Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, comentou os bastidores das negociações que terminaram com as saídas do atacante Pedro Rocha e do técnico Guto Ferreira após a conquista do acesso à Série A do Campeonato Brasileiro em 2025. Em entrevista à Rádio Liberal+, o dirigente explicou os fatores que impediram a permanência dos dois profissionais e admitiu arrependimento pela condução das conversas com o treinador.
WhatsApp: saiba tudo sobre o Remo Sobre Pedro Rocha, Tonhão afirmou que houve diversas tentativas de negociação para manter o atacante no elenco azulino.
No entanto, as condições financeiras apresentadas pelo staff do jogador dificultaram um acordo. Segundo o presidente, além de um salário considerado elevado, havia a exigência de pagamento imediato de luvas e uma multa rescisória com valores que o clube não conseguiu atender naquele momento.
“Eu tive várias conversas com Pedro Rocha para renovar o contrato. Infelizmente existia, naquela ocasião, uma exigência financeira muito grande e de imediato, que era o pagamento das luvas do jogador.
O salário seria alto, mas ele merecia. Porém, o empresário dele queria um valor alto de multa e o valor pago à vista, e o clube não teve condições.
Mas tiveram motivos extras que contribuíram para que ele não renovasse”, explicou. VEJA MAIS
[[(standard.Article) Remo: Tonhão faz duras críticas à CBF e expõe revolta contra arbitragem ]] [[(standard.Article) Palmeiras x Remo: último jogo em São Paulo o estádio era o Parque Antarctica]]
[[(standard.Article) Palmeiras pode poupar titulares contra o Remo após decisão na Copa do Brasil]] Guto Ferreira
Já em relação a Guto Ferreira, o mandatário azulino reconheceu que as exigências feitas pelo treinador durante as tratativas pesaram na decisão de não renovar o vínculo. Tonhão, porém, afirmou que hoje compreende os motivos apresentados pelo técnico e admitiu que poderia ter conduzido a negociação de outra maneira caso tivesse recebido mais informações naquela ocasião.
O presidente também atribuiu parte do desfecho à falta de transparência durante as conversas e disse que se arrepende de não ter chegado a um entendimento com o comandante que participou da campanha do acesso azulino. “O Guto fez umas exigências que não aceitei no início e hoje sei os motivos pelos quais fez essas exigências.
Mas, se naquela ocasião, eu soubesse dessa situação, a coisa teria sido diferente. Eu confesso que me arrependo disso, mas a culpa não foi muito minha.
Se ele tivesse sido transparente e explicado os motivos daquelas exigências, as coisas teriam sido resolvidas de outra maneira”, declarou.
O Liberal