Remédios à venda nos supermercados: vai ficar mais barato ou apenas mais fácil? Leitor pergunta e O GLOBO responde

 

Fonte:


A lei que permite a venda de medicamentos em supermercados foi sancionada há poucos dias pelo presidente Lula. Muitos consumidores acreditam que a norma, já em vigor, vai incrementar a concorrência e, com isso, fazer com que os preços fiquem mais acessíveis. Essa é a expectativa do leitor Mauricio Costa, de Niterói, em carta publicada no GLOBO. A repórter Ana Clara Veloso ouviu entidades do setor para explicar o que pode ou não mudar com a medida. Confira no vídeo abaixo.

Cartas do leitores: medicamentos em supermercados

Leia a carta completa:

"Fiquei sabendo que um projeto de lei, aprovado pelo Congresso Nacional, permite que os supermercados passem a vender medicamentos. Temos uma imensa quantidade de drogarias, porém controladas por poucos. Havendo outros lugares para comprar remédios, isso trará como resultado uma guerra de preços que deverá beneficiar o consumidor." Por Mauricio Costa (Niterói)

Entenda o contexto:

A nova lei permite que supermercados comercializem medicamentos, incluindo os de uso controlado, desde que instalem farmácias em espaços exclusivos, separados das demais gôndolas, e mantenham farmacêutico responsável durante todo o horário de funcionamento. Os remédios não poderão ficar expostos junto a outros produtos. As vendas poderão ser feitas diretamente pelos supermercados ou em parcerias com farmácias e drogarias.

A posição favorável do governo ajudou a destravar a tramitação no Congresso. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu a medida sob o argumento de que ela ajudaria a ampliar o acesso e poderia reduzir preços dos medicamentos com o aumento da concorrência.