Relator do projeto de IA propõe deixar classificação de risco de sistemas para agências reguladoras

Relator do projeto de IA propõe deixar classificação de risco de sistemas para agências reguladoras

 

Fonte: Bandeira



O relator do projeto de regulação da inteligência artificial, deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) disse que vai retirar do texto trechos que classificam níveis de riscos de sistemas de IA. O projeto já foi aprovado no Senado, e é analisado em comissão especial criada para o tema Câmara dos Deputados.

Segundo o deputado, a atribuição desta classificação de níveis deve ser de agências reguladoras. No texto do Senado, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) é classficada como a responsável pela regulação do tema.

—A gente vai deixar isso mais delegado para a governança decidir se aquilo que é alto risco, porque às vezes você vai ter um alto risco hoje que amanhã não é mais. Você tem uma tecnologia que nasceu hoje, quando ela nasce há uma avaliação de risco. Ela pode num primeiro momento ser alto risco, mas depois isso é mitigado, controlado, testado, porque tudo é estatística — disse a jornalistas após evento em Brasília.

O texto aprovado no Senado previa a definição de quais tecnologias oferecem maior risco, e portanto, devem seguir regras mais rígidas para seu funcionamento no país.

Entre esses sistemas de alto risco, estão, por exemplo, veículos autônomos, ou uso de IA para finalidades como diagnósticos médicos e recrutamento de vagas. Outras tecnologias são proibidas, como uso de inteligência artificial para armas autônomas.

Aprovado pelo Senado em 2024, o projeto tramita na Câmara desde o início de 2025. Uma comissão especial, criada para analisar o tema, promoveu uma série de audiências públicas para discutir temas relacionados à IA. A previsão inicial do relator era de entregar o texto no final do ano passado, o que não aconteceu.

Nesta quinta-feira, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) disse que o projeto deve ser apresentado na comissão especial em 9 de junho.

Depois da votação na comissão e no Plenário da Câmara, o PL voltará ao Senado para aprovação final.