Relato de Jonathan Azevedo sobre sua 'cura' na arte gera comoção nas redes
Entre lágrimas e memórias que até então não tinham sido reveladas publicamente, Jonathan Azevedo abriu um capítulo marcante de sua trajetória durante participação no Sem Censura, exibido na terça-feira (17). O ator contou, pela primeira vez, que já foi preso, acusado de tráfico de drogas, e relembrou como a arte mudou o rumo de sua vida.
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“Eu tinha acabado de ser acusado de tráfico de drogas. Eu fui preso, nunca tinha contado isso pra ninguém. E aí eu tive pessoas que me acolheram. E quando eu saí de lá, eu falei pros meus meninos que estavam presos comigo: ‘Cara, eu vou sair daqui, eu vou entrar lá na televisão’”, disse.
Segundo ele, a virada aconteceu ao ingressar no projeto Nós do Morro, no Vidigal, na Zona Sul do Rio. Mais do que formação artística, o espaço representou acolhimento e reconstrução pessoal. “O Nós do Morro, além de ser uma escola que me ensinou a ser artista, me ensinou a ser homem”, afirmou.
O ator também relembrou o período após deixar a prisão e o incentivo recebido de outros detentos. “Eles só me viam lendo. Eles diziam assim: 'Artista, vai lá e conta para o mundo que a gente tem como se recuperar'. Eu nem sabia o que estava fazendo lá. Mas ali foi onde eu criei meu maior trampolim para chegar aqui... sempre fiquei pedindo desculpa para a minha mãe, para o meu pai, porque eu achei que tinha errado. Mas eu não errei em nada não. Eu só estava me preparando para tudo o que a vida queria me ensinar”, contou.
Ao falar sobre o presente, Jonathan destacou o desejo de compartilhar sua história com o filho. “Não quero ser medroso para o meu filho. Eu não quero que meu filho não saiba a minha história, que outra pessoa conte minha história para o meu filho. E foi do sistema que eu saí e fui para o 'Nós do Morro'. E eu não saia de lá nem que me pagassem. Eu era o primeiro a chegar e o último a sair. E ali era o lugar da minha cura”.
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Ele também refletiu sobre identidade e pertencimento: “Ali era o lugar de eu achar o Jonathan. De eu me encontrar, de ver pessoas que gostavam de ler. E é normal se educar, gostar de algo que é diferente. E eu me machuquei bastante por ser diferente. E eu ainda continuo sendo diferente, mas eu quero falar para o meu filho e deixar para ele: 'que a gente não é só diferente, é diferenciado'. Porque tem pessoas que amam a gente, cuidam da gente e que ensinam a gente a ser uma pessoa melhor”.
Aos 40 anos, o ator atribui à arte — e ao encontro com o projeto no Vidigal — o papel central em sua trajetória, marcada por recomeços e pela construção de um novo caminho profissional e pessoal.
